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quarta-feira, 12/06/2024

Força e CSB saúdam 2023, mas cobram avanços

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Força Sindical e Central dos Sindicatos Brasileiros responderam às perguntas da Agência Sindical: Como foi o ano para a classe trabalhadora? Qual a avaliação do governo Lula? O que esperar de 2024?

Segundo a Força, no texto do presidente Miguel Torres, “foi o ano da reconstrução, após o desgoverno de Bolsonaro, e de fortalecer o protagonismo da classe trabalhadora”. Para a Central, o governo Lula tem saldo positivo, “mas precisa avançar em várias questões, principalmente nas relativas ao mundo do trabalho”.

A Força diz: “O governo avançou na igualdade salarial entre homens e mulheres. Mas, os juros, que balizam o comércio, ainda estão altos”.

No ano que chega, afirma a Força, “queremos reforçar o protagonismo sindical, estimular a negociação coletiva, ampliar direitos, além de avançar na reindustrialização e no marco regulatório do Servidor Público”. A Central propõe “intensificar a luta por mais empregos e melhores salários, bem como valorizar a unidade de ação do sindicalismo”

Na íntegra:

Como foi este ano para a classe trabalhadora?
Este ano que se encerra, foi de reconstrução (depois do desgoverno de Bolsonaro) e de fortalecer o protagonismo da classe trabalhadora. O governo Lula teve um ano positivo, mas precisa avançar muito em várias questões, principalmente, relativas ao mundo do trabalho.

Que avaliação faz do governo Lula?
O governo avançou na questão da igualdade salarial entre homens e mulheres. Mas, os juros, que balizam o comércio, ainda continuam altos.

O que espera para o ano de 2024?
Para 2024, queremos lutar e reforçar o protagonismo sindical, estimular as negociações coletivas, ampliar direitos, a expectativa do avanço sobre a reindustrialização, e o marco regulatório do servidor público. Vamos intensificar nossa luta por mais empregos e melhores salários, assim como valorizar a unidade de ação das centrais.

CSB – Antônio Neto, seu presidente, afirma: “Fechamos a porta do inferno, mas ainda não chegamos ao paraíso. Tivemos conquistas importantes, como a retomada da Valorização do Salário Mínimo, a Lei de Igualdade de Gênero no local de trabalho, mas persiste a nefasta legislação trabalhista herdada dos governos Temer e Bolsonaro”.

Segundo a CSB, “o governo, ainda que de Frente Ampla, avançou ante a pauta que estava aí, que era precarizar o trabalho, desregular e da tese de ou direitos ou emprego”.

Diz Neto: “Louvo que o governo tenha buscado o entendimento tripartite na revisão da Reforma Trabalhista e pelos direitos dos trabalhadores em aplicativos. Mas, na ausência de acordo, esperamos que o governo arbitre”.

A CSB vê um recado histórico no Pacto Lula-Biden. “O país do liberalismo quer aprender com o nosso País como proteger seus trabalhadores, apesar do desmonte que fizeram na CLT”, observa.

A atuação de Luiz Marinho é elogiada. Para a CSB, “ele tem sido um ministro correto, coerente e corajoso ao enfrentar a turma do atraso, talvez o grande problema do governo seja a falta de uma maior coordenação”.

A expectativa quanto a 2024 é por mudanças na legislação trabalhista, a fim de valorizar e fortalecer a negociação coletiva. A CSB alerta: “Que saiam do papel e também possamos discutir com a sociedade um tema fundamental no próximo período: a redução da jornada de trabalho”.

Na íntegra:

Como foi este ano para a classe trabalhadora?
Foi um ano desafiante. Tenho usado a expressão que fechamos a “porta do Inferno”, mas ainda não chegamos ao “Paraíso”. Tivemos conquistas importantes como a retomada da Lei de Valorização do Salário Mínimo, a Lei de Igualdade de Gênero no local de trabalho, mas continuamos com a mesma nefasta legislação trabalhista herdada dos governos Temer e Bolsonaro.

Que avaliação faz do governo Lula?
Entendemos que o governo é de Frente Ampla, mas ganhou com a pauta de enfrentamento ao que estava aí. O que era isso? Precarização do Trabalho, desregulação e a tese “direitos ou trabalho”. É preciso reafirmar mais incisivamente esse contraponto.

É louvável que o governo tenha buscado o entendimento tripartite na revisão da Reforma Trabalhista e para garantir direitos aos trabalhadores em aplicativos, mas na ausência de acordo esperamos que o governo arbitre.

O Pacto Lula e Biden foi um recado histórico. O país do liberalismo quer aprender com o nosso país como proteger seus trabalhadores, apesar do desmonte que fizeram com a nossa CLT.

É preciso destacar a relação do Ministro Luiz Marinho. Tem sido um Ministro muito correto, coerente e corajoso ao enfrentar a fúria da turma do atraso.

Talvez o grande problema do Governo tem sido a falta de uma maior coordenação.

O que espera para o ano de 2024?
Que as mudanças na legislação trabalhista para valorização e fortalecimento da negociação coletiva saiam do papel, e que possamos discutir mais seriamente com a sociedade um tema fundamental no próximo período: a redução da jornada de trabalho.

Fepesp – Na íntegra, a entrevista de Celso Napolitano, presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo:

Como foi este ano para sua categoria?
Foi um ano de estabilidade no que concerne às questões da Convenção Coletiva de Trabalho, já que as mesmas foram renovadas em processo de negociação, assim como os acordos coletivos com o sistema S.

Aliás, essa CCT foi de muito valia não apenas para garantir os nossos direitos históricos, como também para punir os maus patrões já que utilizamos cláusulas existentes nela para buscar na justiça reparação por dolos feitos aos professores e professoras, tais como o não pagamento da PLR e o pagamento atrasado das férias, entre outros direitos não respeitados.

Com relação ao papel dos sindicatos da base da FEPESP é fácil constatar que houve a intensificação de uma prática histórica que é o diálogo com a categoria. Essas entidades continuaram a cumprir o que se exige delas, a luta incessante na defesa dos nossos professores, professoras e agentes administrativos.

Que avaliação faz do governo Lula?
É uma avaliação positiva. Um governo que busca duas circunstâncias absolutamente importantes para a nação: a reconciliação entre as pessoas e a reconstrução das instituições que foram vilipendiadas ao longo dos governos Temer e Bolsonaro.

Nesse sentido a postura do governo em investir na economia através do PAC, a previsibilidade econômica sem sobressaltos políticos que ocorre através de uma intensa negociação com os diversos grupos do Congresso, mostram um governo que sabe o que faz e sabe onde quer chegar.

Na nossa seara em especial, tanto o MEC quanto o refortalecimento do Ministério do Trabalho estão sendo instrumentos de defesa das nossas categorias que atuam dentro das instituições privadas educacionais.

O que espera para o ano de 2024?
No âmbito da nossa categoria será um ano agitado, já que todos os nossos acordos coletivos de trabalho, como do SESI, SENAI e SENAC, assim como as nossas Convenções Coletivas de Trabalho dos Ensinos Básicos e Superiores serão negociados.

Esperamos uma grande participação política da categoria nestas assembleias, para que possamos garantir os nossos direitos históricos e avançar nas nossas reivindicações.

No âmbito da política em geral, esperamos que candidaturas progressistas saiam vencedoras nos pleitos municipais e no que diz respeito ao governo federal a estabilidade política se estabeleça ainda mais com avanços na criação de empregos, no incremento da economia e que as pautas sociais deem vazão às demandas que se acumularam na última década, quando observamos um aumento absurdo, por exemplo, no número de pessoas moradoras de rua.

MAIS – Sites da Força SindicalCSB e Fepesp.

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