Sindicalistas fazem avaliação positiva do ano

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A Agência Sindical pediu a vários dirigentes fazer o balanço de suas categorias no ano, avaliar o governo Lula e também dizer o que esperam de 2024.

ENGENHEIROS – Segundo Murilo Pinheiro, presidente do Sindicato dos Engenheiros do Estado de SP, o ano de 2023 para a categoria foi “vitorioso, com a probabilidade de persistir na implantação de uma indústria nacional de semicondutores e também reverter a privatização da Sabesp”, vale dizer, do abastecimento de água no Estado.

Como foi este ano para sua categoria?
Foi um ano difícil, assim como para o conjunto da organização dos trabalhadores, mas conseguimos discutir questões importantes para os engenheiros e alcançar resultados satisfatórios no âmbito da negociação coletiva, com as campanhas salariais, e também relativas ao desenvolvimento nacional. No balanço, foi um processo vitorioso, com a perspectiva de persistir em batalhas que são extremamente relevantes. Nessa pauta estão, por exemplo, dar sequência à discussão sobre a implantação de uma indústria de semicondutores no Brasil, reverter a privatização da Sabesp em debate junto aos municípios, especialmente no âmbito da Câmara Municipal de São Paulo por meio da Frente Parlamentar da Infraestrutura e Engenharia.

Que avaliação faz do governo Lula?
O governo começou trazendo esperança, mas obviamente enfrenta ainda dificuldades, inclusive para colocar em prática as suas propostas. Mas acredito que a situação geral é melhor, o que os indicadores econômicos confirmam, e que seguirá mudando positivamente. Um primeiro momento de rugas foi superado, e o Presidente Lula está pensando em seu projeto agora. Há uma visão de estadista que quer crescimento, tanto que lançou a nova versão do PAC e está apontando como prioridade retomar obras paralisadas, uma bandeira há muito defendida pelo nosso sindicato.

O que espera para o ano de 2024?
Será um ano promissor, inescapavelmente de muita luta e trabalho, mas também com oportunidades. Isso para a organização sindical, inclusive, que precisará seguir se reciclando, buscando novas formas de atuar, mas com possibilidades reais de alcançar bons resultados para os profissionais e contribuir com o desenvolvimento sustentável do País.

CURITIBA – Para Sérgio Butka, presidente dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, o desempenho do governo é positivo principalmente “por reabrir o diálogo com o movimento sindical” – diálogo vetado na gestão Bolsonaro. O dirigente reconhece dificuldades junto ao Congresso Nacional em negociações essenciais. Porém, destaca “o retorno da credibilidade internacional, que fortalece o papel do Brasil e ajuda a atrair investimentos ao País”.

Como foi este ano para sua categoria?
Como já é tradição dos metalúrgicos da Grande Curitiba, procuramos focar nossa atuação no fortalecimento da negociação coletiva através da estratégia do fechamento dos acordos individuais por empresa. Nessa linha, conseguimos fechar vários acordos salariais e de participação nos lucros (PLR) que valorizam e fortalecem a renda do trabalhador, além de melhorar as condições de trabalho.

Que avaliação faz do governo Lula?
O novo governo reabriu o diálogo com o movimento sindical e tem procurado ouvir as pautas da classe trabalhadora. Porém, a principal contribuição foi o resgate da credibilidade internacional. Apesar das dificuldades com o Congresso nas negociações de pautas essenciais, esse retorno da credibilidade internacional fortalece a imagem do Brasil e abre portas aos investimentos no País.

O que espera para o ano de 2024?
Os investimentos e programas realizados pelo governo como o Novo PAC ajudarão no avanço do País e dão uma expectativa boa para que 2024 seja um ano promissor. Precisamos fortalecer a indústria e com os programas e projetos do governo andando, esperamos que a economia volte a crescer para gerar emprego e renda. Continuaremos mobilizando a categoria e os trabalhadores na luta pelas nossas bandeiras que ajudarão no fortalecimento da democracia e da construção de um Brasil mais justo e com progresso para todos.

CINEMA – A presidente do Sindcine (Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e Audiovisual), Sonia Santana, acentua que não foi um ano fácil na sua base. Mas, observa: “leva tempo pra se reconstruir tudo após o desmonte do governo anterior.” Segundo a dirigente, “o audiovisual é grato ao governo pelo entendimento com a área”. Sonia espera que “o ciclo de recuperação tenha terminado, comece o tempo do plantio e haja trabalho pra todos”.

Como foi este ano para sua categoria?
O ano para a categoria não foi fácil. Apesar de muitas melhoras, o ano ainda foi difícil, após tanto desmonte leva tempo para reconstruir. Para os nossos trabalhadores, houve uma redução no volume de produções, principalmente na publicidade, que tem um modelo antigo de trabalho e precisa ser reformulado: É um setor que precisa ter um aumento de ganhos enormes para os trabalhadores que são expostos a um baixo nível profissional assustador (salvo exceções) que até chega a ser violento, pelo número excessivo de horas, pela desorganização que beira o amadorismo!!

No conteúdo, série etc, também não se conseguiu reduzir a jornada, pela falta de vontade dos contratantes. Este ano teremos que agir segundo a lei.
O VOD (Vídeo on Demand) deve ser regulado, com contribuição digna do segundo maior mercado de consumo de séries no mundo.
Que a Ancine dialogue com o mercado e também com os trabalhadores!

Que avaliação faz do governo Lula?
O retorno de Lula é o que salva tudo!
Salvou a cultura, o trabalho, a liberdade e a dignidade do povo brasileiro. O Audiovisual é muito grato ao Lula, pelo entendimento que ele tem do setor! E que a vida do
Lula seja mais leve. Que seus inimigos não prosperem.

O que espera para o ano de 2024?
Espera-se que o ciclo de recuperação tenha terminado e que se comece o ciclo de plantio, onde o streaming seja regulado, contribuindo para a produção independente. Que haja redução de jornada, tempo para se reciclar, estudar. Que as mulheres sejam respeitadas, e as minorias tenham respeito e que haja trabalho digno para todos.

Nossas lutas serão contra a violência e assédio das mulheres e a comunidade LGBTQIA+.
– Faremos um seminário de combate a violência contra a mulher e minorias, em resposta ao crescente número de casos no Audiovisual.
– ⁠Também um seminário de atualização nas práticas de segurança
– ⁠Redução de jornada e qualificação dos profissionais
– ⁠Regulação do uso da inteligência artificial. A atuação para regularizar as bases do sindicato (Rio Grande do Sul, Brasília, MT, MTS, Goiás e Tocantins).

METALÚRGICO – Josinaldo José de Barros (Cabeça) preside os Metalúrgicos de Guarulhos e Região. Ele diz: “Tivemos algum crescimento do emprego, aumentamos a sindicalização e fechamos a campanha salarial com aumento real, rompendo seis anos de arrocho”.

CONFEDERAÇÃO – José Cláudio Chaves é primeiro Secretário da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura. Ele diz: “O governo tem mostrado resultados significativos ante o caos social de seu antecessor. O presidente Lula, pela sua origem, conhece o abismo que impera nas relações sociais e talvez superar essa barreira seja o nosso maior desafio”. Quanto a 2024, afirma aguardar que “o sindicalismo dê a volta por cima e recupere seu protagonismo na luta social, superando individualismos”.

Como foi este ano para sua categoria?
– Como Diretor Primeiro Secretário da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura – CNTEEC, posso afirmar que, mesmo diante de tantos percalços e desafios, podemos fazer um balanço positivo para os grupos que integram a Confederação. Ainda é preciso muita disposição, competência e perseverança para tratar com o seguimento patronal sem que a vantagem no resultado faça a balança pender apenas para um dos lados.

Que avaliação faz do governo Lula?
– Na minha opinião o governo Lula tem mostrado resultados significativos, se comparado com o caos social deixado pelo seu antecessor. Porém, muito ainda precisa ser feito para conscientizar o povo da necessidade em manter a luta contra os malefícios do capitalismo. O presidente Lula, pela sua origem, conhece o abismo que impera nas relações sociais em nosso país e talvez seja esse o maior desafio para o seu governo.

O que espera para o ano de 2024?
– Espero que o movimento sindical consiga dar a volta por cima e recuperar o protagonismo na luta social, infelizmente abandonado pelos dirigentes atuais, certamente reféns do capitalismo e do individualismo destrutivo. Portanto, “esperar não é saber, quem sabe faz a hora e não espera acontecer”. Um ótimo 2024 para todos nós.

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