Greve nos Correios completa 30 dias. Julgamento é hoje (21)

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Trabalhadores dos Correios completam sexta (18) um mês em greve num cenário de incertezas. Após duas audiências de conciliação sem acordo, no Tribunal Superior do Trabalho, os funcionários aguardam julgamento de Dissídio Coletivo, que ocorre na próxima segunda, 21.

Cerca de 100 mil funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, ECT, lutam contra a redução de 40% nos salários,  a retirada de 70 das 79 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e contra a privatização do sistema, que prejudica sobretudo a população.

Na última audiência por videoconferência, dia 11, a ministra Kátia Arruda, relatora do processo, apresentou proposta para por fim ao impasse e à paralisação. Ela sugeriu a prorrogação das cláusulas sociais até o final da pandemia. Mas a ECT recusou.

A empresa manteve a disposição de reduzir o valor do adicional noturno e das horas extras; e cortar direitos como licença-maternidade de 180 pra 120 dias; indenização por morte; e ainda auxílio pra filhos com necessidades especiais e auxílio-creche.

Segundo Elias Cesário, o Diviza, vice-presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Correios (Findect) e presidente do Sintect-SP, não significa que há uma configuração garantida no Tribunal a favor da categoria. “Nem há garantias de que a ECT vá acatar o que esse Tribunal Superior decidir, caso não passe o que ela quer”, afirma.

Diviza afirma que a própria ministra lembrou que a direção da ECT apelou ao Supremo Tribunal Federal ano passado por não aceitar a decisão do TST.

Mobilização – Ao longo do mês, os Sindicatos da categoria realizaram diversos protestos, carreatas e ações solidárias. Sexta, o Sintect-SP entregou quase uma tonelada de alimentos arrecadados ao Padre Júlio Lancelotti, coordenador da Pastoral Povo da Rua. O religioso atua em defesa das pessoas marginalizadas, na região central da capital paulista, onde fica sua comunidade.

Mais – Acesse o site da Findect e da Fentect.

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