Assunto ainda secundário no debate sindical brasileiro, o assédio moral foi reposto em primeiro plano pela Médica do Trabalho e doutora em Psicologia Social, Margarida Silveira Bueno. Sexta (18), ela falou em Live da Agência Sindical.

A médica mostra preocupação com o crescimento do assédio durante a pandemia, no trabalho presencial ou home-office. Ela chama atenção para suas consequências à saúde física e emocional das vítimas.

Para a dra. Margarida, as formas de pressão não podem vistas como algo natural. No que diz respeito à empresa, mesmo que o assédio se dê da chefia para o subordinado, ela refuta a neutralidade do empregador.

A médica e professora chama ao enfrentamento, pelos Sindicatos, unidades do Cerest, órgãos de direitos humanos e outros. Ela defende que o assédio seja registrado em CAT, em e-mail ou mesmo num relato escrito pela pessoa. Tudo isso, argumenta, pode formar provas e dar materialidade ao assédio.

Sindicato – Quanto à postura da entidade de classe, a dra. Margarida Barreto comenta: “Não basta encaminhar o caso advogado. O dirigente deve se informar sobre o ambiente de trabalho onde o problema é gerado e dar combate, porque o assédio, no final das contas, é uma forma de violência”.

Contato – Email: [email protected]

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