Mais engenharia, CT&I por uma nova industrialização – Murilo Pinheiro

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Questão absolutamente imprescindível ao desenvolvimento nacional, reindustrialização do País, ou a retomada do setor com uma nova industrialização, que leve em conta as emergências ambientais e as novas tecnologias felizmente entrou na agenda nacional, com o anúncio dos rumos de uma política do setor a ser colocada em prática.

Em 22 de maio último, aconteceu a primeira reunião do comitê executivo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), colegiado vinculado à Presidência da República. Na ocasião, sob comando do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, foram apresentados os sete “macrodesafios” que deverão ser enfrentados.

A lista de missões, como foram classificadas, inclui acertadamente: cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais para erradicar a fome; complexo da saúde resiliente para a prevenção e tratamento de doenças; infraestrutura sustentável para a integração produtiva; transformação digital da indústria; descarbonização, viabilização da transição energética e bioeconomia; tecnologias críticas para a soberania e a defesa nacionais; e moradia e mobilidade sustentáveis para o bem-estar nas grandes cidades.

Na mesma semana, no dia 25, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou a liberação de uma linha de crédito de R$ 20 bilhões para investimento em inovação, um dos grandes gargalos ao ganho de competitividade da indústria nacional no mercado global.

Obviamente, os acenos feitos precisam se desdobrar em medidas efetivas para que tenham impacto real, mas já trazem expectativa de bons resultados, especialmente pela convergência com as propostas da mais recente edição do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, intitulado “Hora de Avançar – Propostas para uma nação soberana, próspera e com justiça social”, que apontam urgências a serem atendidas.

A primeira questão é melhorar imediatamente as condições de vida da população brasileira, em grande parcela vivendo em condições precárias. Assim, estão na pauta o desenvolvimento urbano, a habitação, o transporte, engenharia pública e, claro, o combate à fome e à insegurança alimentar.

A segunda, que tem como objetivo último promover os meios para que haja justiça social e bem-estar, está focada nas áreas consideradas estratégicas para que o Brasil dê um salto efetivo de desenvolvimento: investimentos em pesquisa e desenvolvimento, reindustrialização do País levando em conta suas vantagens estratégicas e a dinâmica da economia global.

A ênfase dada na publicação da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), já entregue a Alckmin e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é o papel da engenharia, ciência, tecnologia e inovação para que seja possível elevar significativamente o padrão de vida do povo brasileiro, gerando milhões de empregos de qualidade e renda bem acima da atual média nacional de R$ 2.853,00. A tarefa inclui ainda a contribuição decisiva à preservação do meio ambiente e ao futuro da humanidade no Planeta.

Ou seja, trata-se de desafio de monta e muitos são os obstáculos a sua superação, mas é urgente colocar em ação um plano nacional para fazer frente a ele. A engenharia brasileira está a postos e pronta a colaborar.

Eng. Murilo Pinheiro – Presidente da Federação Nacional dos Engenheiros e do Sindicato paulista.

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