O jornal O Globo de domingo (4) trouxe de manchete: “Médicos vão à exaustão e colapso hospitalar se agrava”. Na linha fina, “Além do limite” e pesquisa identifica esgotamento em 78% da categoria.

Segundo o jornal, em matéria de duas páginas, esse esgotamento, derivado em boa parte pela falta de profissionais, está diretamente ligado ao alto índice de óbitos nas UTIs. Entre os intubados, 83,5% morrem, aponta pesquisa da USP e da Fundação Oswaldo Cruz.

A Agência Sindical tem repercutido, com regularidade, esse estado de precariedade. Ainda no dia 25 de fevereiro, entrevistamos o presidente do Sindicato dos Médicos de SP, Victor Vilela Dourado, acerca das condições gerais e da crise no Hospital Pimentas, em Guarulhos. Semanas antes, os residentes. Também já ouvimos uma infectologista e enfermeira que atua na linha de frente.

Os relatos são muito parecidos. Ou seja, excesso de pacientes, número baixo de leitos, UTIs insuficientes, falta de equipamentos de proteção, como máscaras adequadas e luvas. Esse quadro agrava os adoecimentos e mortes entre trabalhadores da enfermagem e os próprios médicos, a ponto do Sindicato de São Paulo abrir em seu site um “Memorial” onde registra nomes de médicos mortos e datas.

Negacionistas – Os profissionais da saúde também enfrentam a intolerância dos negacionistas. Sábado, dia 3, um grupo deles fez “buzinaço” em frente a hospital em Guaratuba, Litoral do Paraná, o que gerou reações dos médicos, que portaram cartazes pedindo “misericórdia” e “respeito aos pacientes”. O ato foi organizado pela Associação Comercial e Empresarial local.

MAIS – Site do Simesp.

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