Metalúrgicos resistem a demissões na Mercedes

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Deter as demissões na Mercedes-Benz. Com essa meta, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC dirigiu assembleia no pátio da fábrica de caminhões e chassis de ônibus, em São Bernardo do Campo (SP), na tarde de quinta (8). A múlti informa que cortará 2.200 empregos diretos e não renovará contrato de 1.

4 mil temporários.

Comandaram a assembleia o presidente da entidade, Moisés Selerges, e o diretor-executivo Aroaldo Oliveira da Silva. Os trabalhadores decretaram greve. Moisés trabalha na empresa; é pintor. O Comitê Sindical local também está na linha de frente da resistência.

GREVE – Com a paralisação, os trabalhadores resistem aos cortes e o Sindicato tenta abrir canais de negociação. Terça (13) deve haver a primeira reunião entre as partes.

DEMISSÕES – Sob alegação de reestruturar o negócio e reduzir  custos, a empresa quer terceirizar áreas de componentes, logística, manutenção e ferramentaria.

HISTÓRICO – A fábrica emprega seis mil na produção, cerca de nove mil no total. A empresa funciona em São Bernardo desde 1956.

CENTRAIS – O anúncio dos cortes, na véspera do 7 de Setembro, gerou repúdio geral. As Centrais Sindicais se unem contra os cortes. Força e CNTM afirmam em Nota: “Repudiamos a postura da empresa, desumana em relação aos trabalhadores e suas famílias e irresponsável perante as necessidades do País”.

FECHAMENTO – É crescente a perda de postos de trabalho nas montadoras. Em 2019, a Ford começou a desativar a produção. Em 2021, ela encerrou as atividades Brasil. Em abril deste ano, a Toyota parou de fabricar no Brasil. Em maio, a Caoa Cherry interrompeu a produção de veículos em Jacareí, cortando parte dos empregos.

EXPECTATIVA – Moisés Selerges diz: “Toda solidariedade é bem-vinda. Os trabalhadores estão dispostos a resistir. Esperamos que a empre dialogue em busca de solução”.

Mais – sindicato abc e diário grande abc

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