Miguel, da Força Sindical, põe fé na Conclat

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O sindicalismo marcou para 7 de abril a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora – Conclat 2022. O evento ocorre 41 anos após a primeira edição, autorizada no governo Geisel, mas viabilizada durante a gestão Figueiredo, o último general da dinastia fardada que tomou o poder em 1º de abril de 1964, após derrubar Jango.

Antes da Conclat, a chamadas Classes Produtoras já haviam realizado quatro edições da Conclap. A de 1977 contou, inclusive, com o general Ernesto Geisel na abertura. Aquela Conclap reuniu dois mil empresários. O empresariado, quase em bloco, apoiava a ditadura.

Durante o governo Lula, em junho de 2010, aconteceu a segunda Conclat, num Pacaembu, SP, ocupado por mais de 20 mil dirigentes sindicais de todo o País.

No centro da Conclat 1981 estavam a reconquista da democracia e a geração de empregos. Em 2010, quando o País crescia e gerava empregos, as direções ressaltaram a pauta desenvolvimentista, por mais renda, direitos e inclusão social.

E agora? O apelo da Conclat, chamada pelas Centrais, e que deve ocorrer parte remota, parte presencial, é por Emprego, Direitos, Democracia e Vida. A exemplo das duas anteriores, destaca Miguel Torres, líder metalúrgico e presidente da Força Sindical, “é muito forte a ideia da unidade, a compreensão de que precisamos construir ações e uma pauta unitária”.

Bolsonaro – Emprego, Direitos, Democracia e Vida já constituem, por si só, uma pauta antiBolsonaro? Miguel Torres acredita que sim. Ele diz: “Precisamos derrotar Bolsonaro. De preferência no primeiro turno da eleição. Penso assim e muitos pensam da mesma forma”.

Miguel vê na unidade e na pauta desenvolvimentista dois motores capazes de acelerar o combate ao projeto neoliberal e autoritário do atual governo. Mas isso requer organização. A Conclat geral, ele adianta, deve ser precedida de convenções estaduais e regionais. Deve incorporar as propostas emanadas dessas reuniões e trazer seus líderes para o encontro nacional.

Relação – As direções pregam desenvolvimento com emprego e renda. O presidente da Força Sindical observa, no entanto, que a relação emprego-renda é mais sentida junto aos desempregados. Frente a quem está trabalhando, Miguel Torres prega o emprego com qualidade.

E arremata: “Queremos crescimento sustentável, duradouro e com emprego de qualidade.”

MAIS – Acesse o site da Força Sindical.

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