Morre o primeiro metroviário por Covid-19 em São Paulo

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Armando era mecânico do Pátio Itaquera

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo registrou quarta (17) a primeira morte na categoria por Covid-19. A vítima é o mecânico de manutenção Armando Ramos Norberto, de 59 anos, que atuava no Pátio Itaquera e era diretor entidade.

Levantamento feito pelo Sindicato, revela que até segunda (15) ocorreram 278 afastamentos de funcionários por conta da Covid-19. Deste total, 122 casos foram confirmados por exame, 74 são suspeitos com sintomas e 82 pessoas estão afastadas por terem tido contato com outro contaminado.

Segundo Wagner Fajardo, coordenador-geral do Sindicato, Armandinho, como era conhecido, se destacava na defesa da saúde e da segurança dos trabalhadores, sobretudo no Pátio Itaquera, seu local de trabalho. “Durante esta crise do coronavírus, ele foi um dos que mais se empenharam para que o Metrô fornecesse Equipamentos de Proteção Individual‎ à categoria”, afirma Fajardo.

Armando fazia parte da categoria desde 1989. O Sindicato emitiu nota lamentando a morte do trabalhador. O texto critica a flexibilização da quarentena em meio ao aumento de contaminação e mortes e responsabiliza os governos do Estado e Federal.

Responsabilidade – Diretor do Sindicato, Flávio Montesinos Godoi, lamenta a morte do amigo e colega de trabalho. Ele também denuncia que, desde o início do mês, o Metrô tem convocado trabalhadores do grupo de risco para a volta ao trabalho.

“Num momento em que a contaminação bate recorde no Estado, eles começam a reabrir a economia e convocar os funcionários afastados. Isso é uma irresponsabilidade sem tamanho. Porque quem vai sofrer é o trabalhador do setor e quem utiliza transporte público superlotado”, critica Flávio.

Funcionária – No domingo (14), também faleceu a funcionária do Sindicato Rosana Maria Tobias da Silva. Copeira da entidade há 15 anos, Rosana foi mais uma vítima da Covid-19.

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