Movimento sindical entra em campo com a Conclat

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Movimento sindical entra em campo com a Conclat | Conferência Nacional da Classe trabalhadora acontece nesta quinta-feira (7/4) e lança as bases para um projeto de retomada do desenvolvimento com direitos e proteção social. SEESP apoia e participa.

Um esforço fundamental pela melhoria das condições de vida da população brasileira tem a sua largada nesta quinta-feira (7/4), com a realização da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat). A iniciativa liderada pelas dez centrais sindicais do País – CUT, Força Sindical, UGT, CSB, CTB, Nova Central, Conlutas, Intersindicais e Pública – tem caráter unitário e conta com o engajamento e participação fundamental de entidades independentes como o SEESP.

Para além da tradicional e cotidiana luta dos sindicatos em defesa de suas respectivas categorias profissionais, trata-se de apresentar propostas ao conjunto da sociedade para a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável com prosperidade e bem-estar para todos. Após meses de debates, será lançada a “Pauta da Classe Trabalhadora”, cujo objetivo é responder aos desafios do emprego, da proteção e dos direitos, da democracia e da vida. Tendo em vista o impacto da alta inflacionária especialmente sobre a classe média e os mais pobres, espera-se que o combate à carestia também ganhe ênfase nesse pacote.

Conforme reporta o Jornal do Engenheiro, o caminho identificado para atingir essa meta é estabelecer uma base industrial sólida com a transformação do conhecimento em bens e serviços que gerem riqueza. Bastante convergente com o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), o ideário prevê ainda “uma estratégia fortemente coordenada e mobilizada pelo Estado em sintonia com o setor privado e a necessidade de transições ambiental, digital e energética, levando em conta tanto as transformações tecnológicas quanto a crise climática e o aquecimento global”.

Tem destaque nessa pauta a imperativa necessidade de fortalecimento sindical, o que exige eliminar retrocessos como os trazidos pela reforma trabalhista de 2017, que claramente buscou minar essa atuação. Para além disso, é preciso avançar na abrangência e profundidade dessa representação, incorporando os largos contingentes de autônomos e microempreendedores expostos à precarização dos últimos anos e que necessitam de organização e defesa de seus direitos.

Como se vê, os desafios são muitos e complexos. Por isso mesmo, a tarefa está sendo encarada com a seriedade devida e se insere no debate nacional deste ano. Após a apresentação da pauta nesta semana, a mobilização se estende para a comemoração do 1º de maio, que foca na busca de solução para os problemas do País. Na sequência, as reivindicações permanecem na agenda para serem apresentadas aos candidatos aos cargos executivos e legislativos nas eleições de outubro próximo.

Realizada ainda sob restrições da pandemia de Covid-19 não totalmente controlada, a Conclat 2022 acontece em formato híbrido e com público presencial reduzido em relação à sua edição anterior de 2010. No entanto, são ainda maiores as expectativas e esperanças investidas neste ato que marca a entrada oficial do movimento sindical em campo para dar a sua efetiva contribuição por um Brasil melhor.

Clique aqui e leia mais artigos de Murilo Pinheiro.

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