16.4 C
São Paulo
domingo, 24/05/2026

Movimento sindical reforça solidariedade e mobiliza apoio a mais vulneráveis

Data:

Compartilhe:

Apesar do esforço da sociedade pra conter o avanço do coronavírus, o governo Bolsonaro adota a estratégia de agravar o caos e o sofrimento da população trabalhadora. O dinheiro aos mais necessitados não chega a quem precisa. Desde fevereiro, foram abertos R$ 220 bilhões de dotações orçamentárias para programas emergenciais. Porém, até semana passada só R$ 24 bilhões tinham efetivamente sido pagos pelo governo.

Pra amenizar a situação dos trabalhadores e suas famílias, em isolamento a fim de evitar a Covid-19, o sindicalismo se mobiliza – mesmo tendo que enfrentar os ataques do governo à organização sindical. Várias entidades arrecadam alimentos e produtos de limpeza, que são encaminhados a comunidades carentes e entidades beneficentes. Metalúrgicos, Professores, Bancários e Comerciários são algumas das entidades engajadas nessa luta solidária.

Metalúrgicos – Os Sindicatos em São Paulo, Guarulhos e São José dos Campos, entre outros, desenvolvem campanhas em suas bases. Recebem doações de roupas, alimentos não-perecíveis e produtos de limpeza e higiene. Pedro Pereira da Silva (Zóião), secretário-geral dos Metalúrgicos de Guarulhos, explica: “Nossa ideia é fazer a distribuição o quanto antes. Por isso, contamos com a ajuda da população e das empresas”. Em São José dos Campos, o Sindicato já entregou cestas básicas a famílias do bairro Pinheirinho dos Palmares e da ocupação Coração Valente, em Jacareí.

Comerciários – Os Comerciários de São Paulo conseguiram com o grupo Pão de Açúcar dez toneladas de alimentos, a serem distribuídos no bairro de Rio Pequeno, Zona Oeste da Capital. “A ideia é conseguir doações de mais empresas, do ramo de supermercados ou de outros setores”, conta Ricardo Patah, presidente da UGT e do Sindicato.

Bancários – Sindicatos em São Paulo e ABC estão nessa ação solidária. Na Capital, a primeira doação foi entregue ao Arsenal da Esperança, que acolhe diariamente 1,2 mil pessoas em situação de rua. Ernesto Izume, dirigente do Sindicato de SP, explica que a população de rua é a mais afetada – há mais de 25 mil pessoas nessa situação. “Eles já passam por dificuldades, sem ter o que comer no dia a dia, o que se agrava com a pandemia”, diz.

Papel social – O metalúrgico Miguel Torres, presidente da Força Sindical, explica que o sindicalismo está preocupado com a população. Ele comenta: “Conseguimos aprovar no Congresso a renda emergencial. Mas esse dinheiro infelizmente ainda não chegou a quem mais precisa. E quem tem fome tem pressa. Por isso, lançamos campanha nacional a fim de arrecadar doações”.  Miguel completa: “Orientamos que todas as entidades façam o mesmo. O Sindicato pode ajudar a fazer chegar o alimento à casa dos companheiros necessitados”.

Conteúdo Relacionado

Comerciários de SP chega aos 85 anos

No dia 15 de maio de 1941 era reconhecido oficialmente o Sindicato dos Comerciários de São Paulo. A entidade nascia da iniciativa de um...

Diap defende jornada de 40 horas já

Para Neuriberg Dias, diretor de Documentação do Diap, a redução da jornada e o fim da escala 6x1 têm respaldo social, histórico e econômico....

Ganhos salariais reais estão em alta

As negociações coletivas das categorias profissionais seguem mostrando ganhos reais para os trabalhadores. Segundo o boletim “De Olho nas Negociações” (edição 68ª), publicado pelo...

Vitória histórica para a classe trabalhadora

A Corte Internacional de Justiça (CIJ), principal órgão judicial da ONU, sediada em Haia (Países Baixos), emitiu um parecer de importância histórica para o...

Ensino superior privado cogita greve

Segue a luta salarial dos professores e professoras do ensino superior privado paulista. Assembleia dia 14 decidiu manter o estado de greve e ampliar...