O futuro

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É difícil prever quando a pandemia de Covid-19 acabará, quais as mudanças de hábitos permanecerão e quais os impactos sociais e econômicos. Entretanto, especificamente quanto ao Brasil e ao setor do comércio, verificando alguns dados é possível antever um futuro próximo. 

Durante o isolamento, as vendas no comércio eletrônico dispararam. Com base em dados fornecidos por empresas de cartões de crédito, especialistas estimam que essa modalidade cresceu cerca de 45% ao mês, entre março e julho deste ano. 

Isso ocorreu porque, exceto por supermercados e outros serviços essenciais, o comércio de rua e os shoppings ficaram fechados. Com a reabertura das lojas físicas, haverá o retorno às compras presenciais. 

Contudo, boa parte dos consumidores deve permanecer na internet. Ficaremos atentos a isso, pois, em muitos casos, as empresas estabelecem um preço menor pelo site, com a justificativa de que os custos são menores. 

Nessas situações, é necessário que seja autorizado ao comerciário vender pelo site, mesmo que a transação ocorra na loja, até porque isso ocorreu durante a quarentena. Grandes companhias, como a Via Varejo, permitiram que seus vendedores continuassem trabalhando por meio do Whatsapp, fornecendo links do site com seus códigos para que recebessem as comissões. Esse é um hábito que queremos que fique. 

É bom lembrar que, durante o pior período da pandemia no Brasil, foram os comerciários, juntamente com mais alguns poucos, como entregadores, que mantiveram a economia funcionando para que a maioria da população, sobretudo patrões, ficasse em casa. 

E pagamos o preço por isso. Uma pesquisa divulgada pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) no início de agosto, na cidade de São Paulo, mostrou que os distritos com maior número de mortes por coronavírus são aqueles em que moram trabalhadores com carteira assinada, autônomos, donas de casa e pessoas que usam o transporte público. 

A correlação, por outro lado, é menor nos distritos com maior número de pessoas que usam carro, empregadores ou profissionais liberais. Ou seja, os comerciários estão entre os soldados que ficaram à frente na guerra, pagaram com a vida e categoria não pode ser punida ainda mais. Haverá aumento de desemprego e redução de renda e vamos buscar junto aos patrões e aos governos a manutenção e ampliação dos programas sociais, para que o dinheiro gire na economia. 

No final, a lição que ficará é que a vida vale mais e que não somos isolados. Esperamos que esses ensinamentos sejam aproveitados e, independentemente do governo de plantão, retomemos o caminho da prosperidade, garantindo emprego, renda e qualidade de vida para os trabalhadores. O Sincomerciários de Guarulhos e Região fará de tudo para que isso ocorra. 

Juntos somos mais fortes.

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