A campanha salarial de 2022 dos padeiros, confeiteiros e balconistas das sete cidades do ABC paulista, com data-base em 1º de junho, já começou. Na última semana foi definida a pauta de reivindicações em assembleia na subsede do Sindicato dos Padeiros de São Paulo, em Santo André.

O Sindicato, que conduz as negociações, busca o reajuste pela inflação do último ano, baseado no INPC, estimado em 11,68%, mais aumento real de 5%, com Piso Salarial de R$ 3.

268,69; e o restabelecimento da tabela de salários e funções, que existia até 1963 – abonos de R$ 1.340,00, R$ 1.563,00, R$ 1.675,00 e R$ 1.900,00, de acordo com o número de trabalhadores de cada empresa. Além disso, quer que a jornada seja de 40h semanais, sem redução salarial.

Para Chiquinho Pereira, presidente do Sindicato dos Padeiros e da Febrapan (Federação Brasileira dos Trabalhadores nas Indústrias de Panificação, Confeitarias e Padarias), os objetivos agora são mobilizar a categoria, intensificar a sindicalização e manter negociações de alto nível com o setor patronal.

“Essas futuras conquistas para os trabalhadores da base do ABC com certeza servirão de exemplo para a campanha salarial de São Paulo, com data-base em 1º de novembro”, explica Chiquinho.

Reivindicações – Além das já citadas, a categoria reivindica: cesta básica mensal de 50kg; feriado com remuneração de R$ 1.000,00 no Dia do Padeiro (13 de junho); adesão das empresas ao Programa Empresa Cidadã, garantindo às trabalhadoras o direito de prorrogação de 60 dias na licença maternidade; folga extra mensal (5ª folga mensal de acordo com o Artigo 67º da CLT) nas empresas em que o descanso semanal remunerado não coincide com os domingos; obrigatoriedade das empresas lavarem e higienizarem os uniformes, sem custo algum para os trabalhadores; e manutenção das demais conquistas anteriores da Convenção Coletiva de Trabalho.

MAIS – Acesse o site do Sindicato dos Padeiros de São Paulo.

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