São Paulo precisa se reerguer, diz Marina
O Estado de São Paulo tem perdido posições estratégicas e caído no ranking da Educação, Segurança e Desenvolvimento. O comentário é de Marina Silva, que concorre ao Senado pelo PT. Ela falou nesta quinta (10), no Sindicato dos Engenheiros (Seesp) dentro do ciclo “A Engenharia, o Estado e o País”.
Para Marina, “o Estado precisa se reerguer, melhorar vários indicadores e voltar a ser um polo de investimentos, porque temos perdido posições para Estados do Sul e do Nordeste”.
No entendimento da candidata, falta planejamento estratégico. “Temos aqui todas as condições, as melhores universidades, centros de pesquisa, mão de obra qualificada e a tradição de ser um Estado trabalhador, com um povo que quer crescer e se desenvolver”, ela afirma. Marina Silva lembrou que, enquanto o Brasil cresce 2,5% ao ano, o Estado de São Paulo fica na casa dos 0,5%.
Ao abordar o tema industrialização e comentar eventual choque com a pauta ambientalista, a ex-ministra citou o caso da China. Ela diz: “Lá, estão fazendo uma correta transição energética, com indústrias à base de carbono zero”.
Sindicalismo – A ex-deputada federal por São Paulo respondeu questão levantada por Murilo Pinheiro, presidente dos Engenheiros, acerca da sustentação sindical. Segundo Marina, “o enfraquecimento das entidades, via reforma trabalhista, foi de caso pensado, porque Sindicato forte luta, orienta, reivindica”. Marina Silva entende que o próprio movimento deve criar formas de custeio e também buscar junto ao Congresso meios legais de garantir contribuição.
A senadora reforçou seus laços com o Estado de São Paulo, “onde atuo há mais de 40 anos, sou casada com um paulista, tenho aqui filhos e netos”. Para Marina, que concorreu três vezes à Presidência da República, “São Paulo não é o Estado que pergunta à pessoa de onde ela vem, mas sim o que pretender fazer pra se estabilizar e progredir”.
Marina Silva critica a desigualdade social e propõe um modelo de País com uma faixa majoritária de classe média, “como é no Japão, onde há 5% de muito ricos, 5% de pobres e 90% vivendo na prosperidade”. Ela conclui: “É enganosa essa ideia de que todos podem ficar ricos. Importante é a pessoa ser próspera”.
MAIS – Site do Sindicato – www.seesp.org.br




