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Celso Napolitano é presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo

Mais uma vez, terminou sem avanços a reunião pra renovação da Convenção Coletiva dos professores e auxiliares no ensino superior privado de São Paulo. Em reunião nesta quarta (7), o setor patronal recusou-se a discutir o reajuste salarial dos trabalhadores conforme programado. O Semesp (Sindicato patronal) adiou pra próxima semana a resposta à proposta da Comissão de Negociação dos Sindicatos para os itens econômicos.

Segundo Celso Napolitano, presidente da Federação dos Professores do Estado de SP e coordenador da Comissão, avançar e recuar é normal em qualquer negociação, mas não dessa forma. Ele diz: “Os patrões agem de má fé e prejudicam os trabalhadores do setor”.

Desculpa – Alegação das mantenedoras pra adiar as negociações foi decisão liminar da 3ª Vara do Trabalho de Campinas, em ação movida pelo Sinpro local.  O despacho condiciona a volta às aulas a protocolos específicos, com o uso de máscaras antivirais certificadas, distanciamento entre professores e alunos e aplicação de testes de Covid-19 nos profissionais.

“A responsabilidade do Sindicato é proteger a vida dos seus representados”, disse Napolitano na sessão. “O que estamos negociando são as condições e as relações de trabalho dos próximos dois anos. O Semesp não tem como fugir disso, a não ser usando desculpas que, neste caso, podem colocar em risco a vida de professores e de pessoal administrativo nas instituições”.

Celso Napolitano lembrou que já há definição para os protocolos da volta às aulas, como os que foram relacionados na liminar de Campinas. A próxima reunião acontece quinta, 8. “As mantenedoras já estavam cientes desta reunião. Por isso, o adiamento das negociações é apenas a sabotagem do processo que se arrasta desde fevereiro”, afirma.

“Poderíamos usar como argumento as demissões em massa, o ensalamento de centenas de alunos ou mesmo a decisão do Conselho de Educação em permitir aulas remotas até 2021 para deixar de negociar. Mas para isso temos outros tantos meios de discussão, inclusive a Justiça do Trabalho”, lembra Napolitano.

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