Paulistanas enfrentam assédio e sobrecarga de trabalho

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Nesta quarta, 8 de março, celebra-se o Dia Internacional da Mulher. Mas o cenário não é nada animador para mulheres paulistanas que convivem com o assédio e a sobrecarga de trabalho. É o que aponta a pesquisa Viver em São Paulo: Mulheres divulgada pela Rede Nossa São Paulo.

Dados apontam que 67% das mulheres já sofreram algum tipo de assédio. O que representa mais de 3,8 milhões de paulistanas. A pesquisa é feita em parceria com a rede de Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec).

Transporte – Ao menos 45% delas também compartilharam terem sido vítimas de assédio dentro do transporte coletivo. Assim como 29% no ambiente de trabalho, 21% no ambiente familiar e 32% que já foram agarradas, beijadas ou desrespeitadas sem o seu consentimento.

A pesquisa também identificou um aumento no número de mulheres que sofreram assédio em táxis e serviços de aplicativo, como Uber e 99. Desde 2018, o índice vem em alta, de 4% para 10% em 2020, até atingir 12% em 2021, e passar para 19% neste ano.

“É super importante que a gente comece a entender que sim, é um transporte que deve ser tratado como tal. Inclusive no sentido de punições das empresas, de investigação dos casos, treinamentos para os motoristas”, afirma o sociólogo.

Sobrecarga – Paulistanas continuam sendo responsáveis por toda ou a maior parte do trabalho doméstico. Cerca de 29% fazem a maior parte; 16% avaliam que essas tarefas são responsabilidade exclusiva das mulheres. E 36% responderam que o trabalho doméstico é dividido igualmente entre homens e mulheres.

O estudo também mostra descompasso na percepção sobre a divisão igualitária das tarefas domésticas. Para 44% dos homens, o trabalho é dividido igualmente; percepção compartilhada por 30% das mulheres.

A separação mostrou que elas realizam mais tarefas centrais, como limpeza da casa e cuidados diários dos filhos. A avaliação do assessor da entidade é que tantos os dados de violência contra a mulher, como a sobrecarga de trabalho, “escancaram os estereótipos do papel de cada um”.

“O que a gente identifica nas respostas é que as mulheres acabam, na prática, fazendo mais esse papel, seja por uma questão socialmente imposta, ou porque a estrutura social ainda é muito machista”, resume Pantoja.

Mais – Clique aqui e acesse pesquisa.

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