Presidente da CTB propõe extensão do auxílio emergencial e critica atraso

Data:

Compartilhe:

A Renda Emergencial é um auxílio de R$ 600,00 pago pelo governo a trabalhadores informais, Microempreendedores Individuais (MEIs), autônomos e desempregados, que tiveram suas atividades afetadas pela pandemia do novo coronavírus. Mulheres chefes de família têm direito a R$ 1.200,00. O valor será pago por três meses para até duas pessoas da mesma família.

Mais de 50 milhões de brasileiros já receberam a primeira parcela do auxílio. No entanto, outros milhares não recebem por problemas na efetivação do cadastro. De acordo com o Ministério da Cidadania, cerca de 17 milhões de pedidos estão em análise. Além das falhas na liberação da primeira parcela e no cadastramento de beneficiários, o calendário de pagamento da segunda e da terceira parcelas ainda não foi definido pelo governo. A lentidão no sistema, as filas e aglomerações nas agências da Caixa também transtornam muita gente.

Má vontade – Para o presidente da CTB, Adilson Araújo, a intenção do governo não é facilitar o acesso ao benefício. “Se dependesse de Bolsonaro, a população não receberia auxílio nenhum. A proposta inicial era de R$ 200,00. Mas a pressão popular, de parlamentares e das Centrais fez o valor chegar a R$ 600,00”. Ele completa: “O governo não começou a pagar ainda a segunda parcela. Daqui a pouco vamos ter que entrar com mandado judicial pra que seja paga”.

Segundo Adilson, não há como mensurar os estragos que a pandemia fará na economia mundial, inclusive a brasileira. Por isso, defende a extensão do auxílio até dezembro. “Não tem como saber quando os efeitos da pandemia serão superados. Por isso, precisamos garantir a sobrevivência de quem não consegue gerar renda nesse período e nada mais justo que estender essa assistência a quem necessita”, comenta.

Na avaliação do cetebista, não há como preservar a economia sem antes preservar a saúde e a sobrevivência da população.”Não podemos e não vamos deixar que o trabalhador pague com sua vida”, afirma.

Direito – Pra receber, o beneficiário precisa ter renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 522,50) e renda mensal de até três salários mínimos (R$ 3.135) por família. A pessoa também não pode ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70, em 2018. Clique aqui e confira o passo a passo pra fazer a solicitação.

Mais – Acesse o site do Auxílio Emergencial.

Conteúdo Relacionado

Rede Pela Soberania alerta eleitorado

Rede Pela Soberania alerta eleitoradoIntegrantes do movimento Rede Pela Soberania, de vários Estados, fizeram reunião online no final da tarde desta quinta (17). Objetivo...

Magri diz por que Lula é o melhor

Aos 86 anos, Antônio Rogério Magri segue na ativa. Praticante de artes marciais desde a juventude, ele hoje preside o Sindicato dos Profissionais de...

Um em cada três cumpre escala 6×1

Recentemente, o Dieese publicou um trabalho, com ótimos gráficos, abordando vários aspectos da escala 6x1. O estudo mostra que 14,8 milhões de pessoas cumprem...

Sindicalismo reforçará campanha de Lula

Na reta final das eleições, o sindicalismo entra com tudo na campanha pró-reeleição de Lula. Várias iniciativas marcam essa tomada de posição. Uma delas...

Sindicato cria canal contra assédio eleitoral

Trabalhadores vítimas de pressão, ameaça ou constrangimento relacionado às eleições no ambiente de trabalho já podem denunciar os casos pelo WhatsApp do Sindicato do...