17.5 C
São Paulo
sexta-feira, 19/04/2024

Ninguém ganha do jeito que o Brasil está, só o sistema financeiro, afirma dirigente da CTB

Data:

Compartilhe:

A Medida Provisória 936 de 1º de abril que rebaixa o salário dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras agrava, em plena pandemia do coronavírus, o drama vivido por inúmeras famílias brasileiras atingidas pelo desemprego e por condições de trabalho cada vez mais precárias no país. Desde o início da vigência da MP, mais de 7 milhões de trabalhadores tiveram salários reduzidos. O Governo federal espera atingir 24,5 milhões de trabalhadores e trabalhadoras com carteira assinada.

Na opinião de Wagner Gomes, secretário geral da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), as consequências da MP 936 são desastrosas e combinada à reforma trabalhista e à terceirização sem limites retira conquistas históricas da classe trabalhadora e projetam tempos difíceis para o desenvolvimento do país. “O momento é de intensificar o diálogo e as articulações com inúmeros setores da sociedade para impedir mais retirada de direitos”, afirmou.

A CTB tem participado ativamente de videoconferências com parlamentares, governadores, empresários e entidades da sociedade civil. “Estamos buscando apoio na sociedade e em setores que tenham um mínimo de senso de defesa do Brasil, incluindo entidades patronais. Os trabalhadores só terão melhora nas condições de vida se tiver um país com um rumo de crescimento”.

Pandemia potencializou crise e sofrimento do trabalhador

Wagner lembrou que a pandemia chegou no Brasil e encontrou um país em crise com relações de trabalho desfiguradas pela reforma trabalhista e pela terceirização, ambas responsáveis pela perda do poder aquisitivo do trabalhador e pelo achatamento salarial. “O desemprego que vivíamos fez com que a mão-de-obra ficasse mais barata. Agora a MP 936 admite até 70% de diminuição salarial. Uma coisa que vinha sendo dramática vai aumentar mais ainda”.

Se depender do relator da MP 936, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), esse percentual de redução dos salários vai cair. Nesta segunda-feira (11), o parlamentar afirmou que aquele que tiver “o contrato suspenso e redução da jornada de trabalho possa receber o mais perto possível da sua renda normal, sobretudo os trabalhadores que recebem menos que três salários mínimos”.

As articulações prosseguem. Segundo Wagner, há setores do patronato com os quais é possível dialogar.

online pharmacy buy nolvadex no prescription pharmacy

“Tem o movimento Não Demita. Temos setores em São Paulo como a Abimaq (Associação brasileira de máquinas e equipamentos) com quem também estamos buscando o diálogo.

online pharmacy buy singulair no prescription pharmacy

Estamos acumulando para mudar os rumos da nação.

online pharmacy buy clomiphene no prescription pharmacy

Ninguém ganha do jeito que o Brasil está a não ser o sistema financeiro”.

Fonte: Portal CTB (Raílidia Carvalho)

Conteúdo Relacionado

Escola do Sinpro SP promove novos cursos

A Escola de Professores do Sinpro SP está com vagas abertas para dois novos cursos neste mês de abril. A programação é voltada para...

Portuários fazem paralisação em 14 portos do país

Trabalhadores portuários de diversas regiões do País fizeram uma paralisação de seis horas na manhã de quinta-feira, 18. A ação abrangeu 14 dos 32...

Sindicalismo mantém ganhos reais elevados

Segue alto o índice dos aumentos reais nas negociações coletivas. A avaliação é do Dieese, que publica o boletim mensal "De Olho nas Negociações". O...

Metalúrgicos de Guarulhos vão inaugurar trilha no Clube de Campo

O Clube de Campo do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região é a maior e mais completa área de lazer da cidade. E...

Frentistas do Rio conquistam aumento de 7,3%

Avanços para os 11 mil trabalhadores em postos de combustíveis do Município do Rio de Janeiro. A Comissão de Negociação, que representa os empregados,...