15.4 C
São Paulo
sábado, 16/05/2026

Ninguém ganha do jeito que o Brasil está, só o sistema financeiro, afirma dirigente da CTB

Data:

Compartilhe:

A Medida Provisória 936 de 1º de abril que rebaixa o salário dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras agrava, em plena pandemia do coronavírus, o drama vivido por inúmeras famílias brasileiras atingidas pelo desemprego e por condições de trabalho cada vez mais precárias no país. Desde o início da vigência da MP, mais de 7 milhões de trabalhadores tiveram salários reduzidos. O Governo federal espera atingir 24,5 milhões de trabalhadores e trabalhadoras com carteira assinada.

Na opinião de Wagner Gomes, secretário geral da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), as consequências da MP 936 são desastrosas e combinada à reforma trabalhista e à terceirização sem limites retira conquistas históricas da classe trabalhadora e projetam tempos difíceis para o desenvolvimento do país. “O momento é de intensificar o diálogo e as articulações com inúmeros setores da sociedade para impedir mais retirada de direitos”, afirmou.

A CTB tem participado ativamente de videoconferências com parlamentares, governadores, empresários e entidades da sociedade civil. “Estamos buscando apoio na sociedade e em setores que tenham um mínimo de senso de defesa do Brasil, incluindo entidades patronais. Os trabalhadores só terão melhora nas condições de vida se tiver um país com um rumo de crescimento”.

Pandemia potencializou crise e sofrimento do trabalhador

Wagner lembrou que a pandemia chegou no Brasil e encontrou um país em crise com relações de trabalho desfiguradas pela reforma trabalhista e pela terceirização, ambas responsáveis pela perda do poder aquisitivo do trabalhador e pelo achatamento salarial. “O desemprego que vivíamos fez com que a mão-de-obra ficasse mais barata. Agora a MP 936 admite até 70% de diminuição salarial. Uma coisa que vinha sendo dramática vai aumentar mais ainda”.

Se depender do relator da MP 936, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), esse percentual de redução dos salários vai cair. Nesta segunda-feira (11), o parlamentar afirmou que aquele que tiver “o contrato suspenso e redução da jornada de trabalho possa receber o mais perto possível da sua renda normal, sobretudo os trabalhadores que recebem menos que três salários mínimos”.

As articulações prosseguem. Segundo Wagner, há setores do patronato com os quais é possível dialogar.

online pharmacy buy nolvadex no prescription pharmacy

“Tem o movimento Não Demita. Temos setores em São Paulo como a Abimaq (Associação brasileira de máquinas e equipamentos) com quem também estamos buscando o diálogo.

online pharmacy buy singulair no prescription pharmacy

Estamos acumulando para mudar os rumos da nação.

online pharmacy buy clomiphene no prescription pharmacy

Ninguém ganha do jeito que o Brasil está a não ser o sistema financeiro”.

Fonte: Portal CTB (Raílidia Carvalho)

Conteúdo Relacionado

CNTC – Manifesto contra doenças do trabalho

A cada dia, ganha mais força a luta sindical pela redução da jornada de trabalho e fim da escala 6x1. A Confederação Nacional dos...

Sindcine presente na Semana ABC 2026

A Semana ABC 2026 acontece nesta semana, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, reunindo profissionais do audiovisual, estudantes e representantes do setor para uma...

Centrais intensificam pressão em Brasília

As Centrais Sindicais convocam trabalhadores de todo o país para grande ato em Brasília nos dias 26 e 27 de maio. A manifestação visa...

Cenas de terror no filme sobre Bolsonaro

Alto faturamento para a produtora americana Go UP. Porém, atraso no pagamento para produtoras, calotes nas horas extras dos técnicos brasileiros, más condições de...

Ação por Emprego reuniu 150

Ação reuniu 150 por emprego O Sindicado dos Comerciários de São Paulo promoveu na terça, dia 12, na parte da manhã, mais uma “Ação de...