Agência Sindical

Comunicação a serviço dos trabalhadores

Acesse o canal da Agência Sindical no YouTube

Professor Lacerda aprova o ‘Nova Indústria’

236Avaliar
—:—
1×

Toque em Play para preparar a narração.

Lançado dia 22, pelo governo federal, o programa “Nova Indústria Brasil” é uma iniciativa potente e ambiciosa para reindustrializar o País e mover amplas cadeias do setor produtivo, englobando tecnologia e qualificação profissional. Suas metas vão até 2033. Os segmentos contemplados são agroindústria, saúde, infraestrutura, tecnologia da informação, bioeconomia e defesa.

A Agência Sindical ouviu Antônio Corrêa de Lacerda. Ele é professor de Economia da PUC-SP, ex-presidente do Conselho Federal de Economia e integra a assessoria da presidência do BNDES, presidido por Aloizio Mercadante.

Corrêa de Lacerda destaca a oportunidade do programa. E comenta: “Após muitos anos sem uma política efetiva para o setor, o atual governo recolocou o tema na agenda e estruturou o programa necessário ao País”.

Ele também ressalta “as várias frentes que a iniciativa reuniu no Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial, com representantes do empresariado, movimento sindical e do governo”. As diretrizes, observa Corrêa, seguem o que hoje se faz no âmbito internacional. “Um dos méritos é nortear-se pelo que está sendo feito em países que definiram projetos parecidos”, explica.

Desenvolvimento – Segundo o economista Antônio Corrêa de Lacerda, “o programa recoloca nosso País na linha de frente de uma política de desenvolvimento não só econômico, mas também social, capaz de beneficiar amplos setores produtivos e a sociedade”.

O docente, que também participou na elaboração do plano de governo do Gabinete de Transição, observa agora que o projeto, ou parte dele, já está em curso, pois a atuação do BNDES tem sido efetiva. Uma das suas expectativas é que o Nova Indústria gere empregos e aumente a renda.

Para o professor, apesar de não haver plano semelhante desde a década de 1970, “entre os anos de 2013 e 2014, o governo tentou ativar programas, que foram deixados de lado nas gestões Temer e Bolsonaro”.

Objetivos – Corrêa de Lacerda aponta: “Agora é necessário prosseguir com os objetivos de gerar emprego e renda, reinserir e requalificar os trabalhadores, assim como incentivar a indústria”. Para o professor, “cabe promover o programa em todos os níveis, uma vez que ele não é setorial”.

De acordo com Corrêa, “o desafio de reindustrializar o Brasil não pode perder de vista os trabalhadores e a sua maior capacitação, o que só contribuirá para o êxito do Nova Indústria”.

Recursos – Grande parte dos R$ 300 bilhões será financiada pelo BNDES, a Finep e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

A Nova Política engloba missões relacionadas à transição ecológica e à modernização do nosso parque industrial.

MAIS – Sites do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e Fiesp.

O que você achou deste conteúdo?

Seja o primeiro a avaliar
Avalie este conteúdo de 1 a 5 estrelas

Preferências de privacidade

Recursos necessários mantêm o site e os serviços solicitados funcionando. Não utilizamos sua recusa para bloquear a leitura.

Necessários — sempre ativos
Segurança, autenticação e armazenamento desta escolha. Preferências de leitura e controle de avaliações são usados ao solicitar esses recursos.

Esta escolha vale por 180 dias. Altere ou revogue a qualquer momento neste painel.