Segurança em frigoríficos é falha

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Entre janeiro de 2016 e dezembro de 2020, o Ministério do Trabalho e da Previdência registraram 85.123 adoecimentos ocupacionais e acidentes típicos no setor de frigoríficos no Brasil. Desses, 64 levaram à morte.

Há muito, o sindicalismo denuncia o ritmo extenuante e desumano imposto aos trabalhadores na indústria de alimentos.

Recente decisão da Justiça do Trabalho do Mato Grosso do Sul condenou a JBS de Sidrolândia a indenizar por danos materiais e morais os funcionários da unidade. Ação coletiva ajuizada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Carnes e Aves de Sidrolândia.

Segundo a sentença do TRT local, de maio, o ritmo extenuante de trabalho no frigorífico explica parte das doenças ocupacionais, como Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Dort), que afetam os funcionários da unidade.

Entre janeiro de 2016 e dezembro de 2020, o Ministério do Trabalho e da Previdência registrou 85.

123 adoecimentos ocupacionais e acidentes típicos no setor frigorífico no Brasil. Desses, 64 levaram à morte.

Esses números, segundo os sindicalistas, alerta para o aprimoramento da Norma Regulamentadora (NR) 36, que estabelece protocolos de saúde e segurança aos trabalhadores de frigoríficos.

Para Artur Bueno de Camargo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação, é possível mudar a realidade do trabalho em frigoríficos a partir da NR36. Ele diz: “Precisamos aprimorar a NR-36 pra garantir um ritmo humano de trabalho, menos acidentes e pausas ao longo do expediente. Os acidentes de trabalho têm aumentado ante o ritmo acelerado das esteiras de desossa de frango”.

O dirigente revela outro problema grave na JBS, relacionado ao vazamento de amônia, que pode levar à morte. “Não há diálogo, diferentemente de outros grupos.

A JBS se mostra preocupada apenas com o lucro e não com a saúde e a vida dos seus funcionários”, critica Artur.

Mais – Acesse site da CNTA Afins e UITA.

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