Sindicalismo protesta e cobra menos juros

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Crescem as manifestações populares pela redução dos juros do Banco Central. Nesta terça, 20, o Comitê de Política Monetária do BC volta a se reunir pra definir se mantém ou se inicia uma política de cortes na taxa Selic.

As Centrais Sindicais, com entidades do movimento popular, vão protestar em várias cidades. Em São Paulo, o ato será na Avenida Paulista, em frente ao Bacen, a partir das 10 horas.

A iniciativa integra a “Jornada Contra os Juros Altos”, iniciada sexta (16) com caminhada em São Bernardo do Campo, Grande SP. Sérgio Nobre, presidente da CUT, chama atenção para a retomada do crescimento. Ele diz: “Temos que priorizar geração de emprego, mais produção e trabalho. É do que o País precisa. Pra isso tem que baixar a taxa de juros”.

Desde agosto, o Copom mantém a taxa Selic em 13,75%. É uma das maiores do mundo e impacta a vida do brasileiro, afeta o consumo, esfria a produção e inibe a criação de postos de trabalho.

Dieese – Segundo a economista Vivian Machado, a atual taxa de juros dificulta o crescimento da economia, a geração de empregos e agrava o endividamento das famílias. “Com juros mais altos, contas a pagar ficam mais altas, o que prejudica o orçamento do brasileiro”, disse.

Para Vivian, só o sistema financeiro lucra com a Selic alta. “Os cinco maiores bancos obtiveram lucro líquido de R$ 106,7 bilhões em 2022”, ela alerta.

Ações – Além do ato nesta terça, a jornada pra baixar os juros inclui assembleias nos locais de trabalho, panfletagens em pontos de grande circulação, tuitaços, entre outras ações.

Sérgio Nobre avisa que a mobilização sindical será crescente: “Se Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, não fizer isso, vamos ao Senado pedir sua destituição. Porque seu papel é promover o desenvolvimento. E ele está fazendo o contrário”.

MAIS – Acesse o site da CUT e do Dieese.

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