Marcos Milanez, presidente do Sintetel SP durante o protesto

Mais de 1,5 milhões de empregos podem ser perdidos a partir de 2021 por força do veto presidencial à prorrogação da desoneração da folha de pagamento. Quem alerta é o presidente da UGT, Ricardo Patah. Ele diz: “A desoneração ajuda empresário e trabalhador. Se o veto prevalecer, perderemos muitos postos de trabalho, o que só agravaria a crise”.

A medida permite que as empresas substituam a contribuição previdenciária, de 20% do salário bruto, por uma alíquota que varia entre 1,5% e 4,5% da receita bruta.

Ato – Trabalhadores protestaram terça (20) contra o veto, que prejudica 17 setores. Juntos, eles empregam mais de seis milhões de pessoas. Só o setor de telecomunicações prevê demissão de 500 mil.

Sindicatos das áreas de TI, comunicação, indústria têxtil e telecomunicações participaram de uma caminhada do Ministério da Economia até a Praça dos Três Poderes. Os sindicalistas pedem que o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), paute a análise do veto de Bolsonaro. A pauta do Congresso está trancada desde início de agosto.

Ricardo Patah afirma: “É nosso terceiro ato e não vamos parar. Desonerar a folha é fundamental pra manter esses empregos. Estamos dialogando com Alcolumbre sobre a necessidade de colocar em pauta a votação. Estou otimista”.

O ato contou com o senador Major Olímpio (PSL). Ele defende análise e votação do veto em 4 de novembro, data para a qual Alcolumbre marcou sessão. “Dia 4 esgota o limite das empresas se adequarem. Imagine alguém da construção civil que fosse contratar obra hoje. Se vai haver custo adicional de 8% do pessoal em janeiro na sua fatura, como fazer previsão de gastos?”, questiona Olímpio.

Mais – Acesse o site da UGT e do Sintetel SP.

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