Sindicalismo tenta evitar desemprego de frentistas

Data:

Compartilhe:

A Medida Provisória 1.063/2021 trata da alteração na legislação sobre compra e venda de combustíveis em todo o País. Emenda, apresentada pelo deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), sugere a adoção do sistema self-service em postos de combustíveis. Com isso, cerca de 500 mil frentistas de todo o País correm o risco de perder o emprego.

Diante desse ataque à categoria, o movimento sindical se posicionou com Nota de repúdio à atitude antitrabalhista do deputado. Os sindicalistas tentam agora dialogar no Congresso Nacional a fim de barrar a aprovação da emenda.

As entidades apontam que, mesmo com a taxa de desemprego no País atingindo 15% da classe trabalhadora, Kim Kataguiri apresenta uma proposta que causaria ainda mais impacto social e também de risco à segurança e à saúde pública.

“Lidar com combustíveis requer experiência e treinamento, já que se trata de componentes inflamáveis, tóxicos e, portanto, perigosos”, informa documento assinado por representantes dos frentistas.

Como desculpa, o deputado diz que a medida será útil para diminuir o custo dos combustíveis, que já chegaram a R$ 7,00 o litro em algumas regiões do Brasil.

Presidente da Federação dos Frentistas do Estado de SP (Fepospetro), Luiz Arraes discorda. “O preço do combustível é composto, na maior parte, pela carga tributária. Os impostos federais e estaduais são os principais vilões no preço. Depois, tem o monopólio das distribuidoras, seguido pelo lucro de revenda e transporte. Por último, temos o salário do trabalhador, que não representa 3% do valor final do combustível”, critica Arraes.

O dirigente lembra também que muito dos preços abusivos que são praticados hoje no Brasil é culpa da política econômica do governo. “Temos a desvalorização cambial, o preço do combustível na Petrobras é em dólar”, ele conta.

Para ele, esse é um ataque gratuito aos frentistas. “Não vai abaixar nada e vão seguir com o monopólio para adotar os valores que quiserem”, alerta.

Social – Luiz Arraes acredita que, caso seja aprovada essa medida, possibilitará um caos social no País ainda maior. “São 500 mil que vão ficar desempregados. É totalmente anti-social e inoportuna a Medida. Nada justifica esse projeto”, diz.

Saúde – Além dos prejuízos sociais e econômicos, os clientes ainda podem correr riscos. Para o dirigente, “tem risco à saúde e até de explosão dos postos”. Outro ponto é a segurança pública. Ele sugere: “Imagine chegar num posto pra abastecer o carro à meia-noite, sem frentista, sem trabalhador. Facilita até o assalto”.

MAIS – Acesse o site da Fepospetro.

Conteúdo Relacionado

Economista aponta avanços com o Lula 3

O governo Lula, comparado ao de Bolsonaro, é muito melhor para os trabalhadores. Vários os exemplos. Um é a política de aumento real no...

É Lula ou a escravidão, afirma Cabeça

O Podcast Repórter Sindical desta quarta, dia 23,  recebeu Josinaldo José de Barros (Cabeça). Ele preside o Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região,...

Simone debate com comerciários de SP

A candidata ao Senado pelo Estado São Paulo, Simone Tebet (PSB), visitou, dia 22, o Sindicato dos Comerciários de São Paulo. A ex-ministra do...

Ganhos salariais reais sobem em agosto

O boletim “De Olho Nas Negociações”, do Dieese, referente ao mês de agosto, traz boas notícias. Uma delas é que cresceram os aumentos reais...

Repórter Sindical recebe líder metalúrgico

Cabeça (Josinaldo José de Barros) participa nesta quarta do Podcast Repórter Sindical. Ao vivo, às 15 horas, no Canal Youtube da Agência Sindical. O...