17.5 C
São Paulo
segunda-feira, 18/05/2026

Sindicato exige providências sobre mortes

Data:

Compartilhe:

MORTES EM OSASCO – Dia 20, a base metalúrgica de Osasco e Região foi abalada por duas tragédias. Na Multiteiner (Itapecerica da Serra), desabamento de laje matou nove e feriu 28. Na Cinpal (Taboão), acidente matou um trabalhador.

O Sindicato agiu de pronto, mas enfrenta outro grave problema: a precariedade dos órgãos encarregados de fiscalizar e, se preciso, autuar as empresas. Vale lembrar que, em seu primeiro dia de governo, Bolsonaro fechou o Ministério do Trabalho, reaberto em parte depois pra agasalhar o Centrão.

As mortes em Osasco ocorreram terça da semana anterior, mas só na segunda (26) Ministério do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Cerest e Vigilância Sanitária estiveram na Cinpal e na Multiteiner.

CINPAL – Ministério Trabalho e Ministério Público do Trabalho (com uma Procuradora) iniciaram fiscalização. O Sindicato acompanhou a inspeção, pelos diretores Marcelo e Marcel.

MULTITEINER – Vigilância Sanitária Municipal e Cerest estadual estiveram na empresa, pediram documentos, a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) e outros. O Sindicato não foi chamado pra acompanhar visitas.

Na Cinpal, máquina que causou acidente segue interditada. Na outra empresa, que, segundo a imprensa, aprovou uma planta e construiu outra coisa, o Sindicato não teve acesso a documentos. A empresa diz que entregará a CAT à Vigilância Sanitária e ao Cerest regional.

PROCESSO  – Assim que tiver posse dos documentos, o Sindicato irá à Justiça, buscando indenização por dano físico e moral. Segundo Gilberto Almazan (Ratinho), presidente, “o Sindicato aguarda documentos a fim de sustentar as ações judiciais”.

Porém, o presidente adianta: “Vamos ingressar com ação civil pública, visando reter os bens da Multiteiner, pra fins de indenização futura das vítimas e/ou dependentes”. Foi aberto inquérito policial, mas o delegado pediu mais 30 dias. Advogacia Geral da União também será suscitada, a fim de ação regressiva. Ou seja, pra que a empresa arque com as despesas de caráter previdenciário.

NEGLIGÊNCIA – Por trás dos acidentes pode haver um histórico de negligência patronal, mas também há o abandono pelo Estado dos mecanismos de fiscalização. Outro problema: o desemprego inibe o trabalhador de fazer denúncias, com medo de ser mandado embora.

MAIS  – www.sindmetal.org.br/

Conteúdo Relacionado

Lula e movimentos discutem pauta

Dia 16, sábado, o presidente Lula recebeu lideranças sindicais e de movimentos sociais na Granja do Torto, sua residência, em Brasília. Segundo as lideranças,...

Garis paralisam por aprovação de Piso Nacional

Trabalhadores da limpeza urbana, ou seja, garis, margaridas e coletores, realizaram paralização conjunta de 24 horas dia 15 (sexta-feira). Eles somam mais de 1,1...

CNTC – Manifesto contra doenças do trabalho

A cada dia, ganha mais força a luta sindical pela redução da jornada de trabalho e fim da escala 6x1. A Confederação Nacional dos...

Sindcine presente na Semana ABC 2026

A Semana ABC 2026 acontece nesta semana, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, reunindo profissionais do audiovisual, estudantes e representantes do setor para uma...

Centrais intensificam pressão em Brasília

As Centrais Sindicais convocam trabalhadores de todo o país para grande ato em Brasília nos dias 26 e 27 de maio. A manifestação visa...