22.3 C
São Paulo
sábado, 7/02/2026

Sindicato exige providências sobre mortes

Data:

Compartilhe:

MORTES EM OSASCO – Dia 20, a base metalúrgica de Osasco e Região foi abalada por duas tragédias. Na Multiteiner (Itapecerica da Serra), desabamento de laje matou nove e feriu 28. Na Cinpal (Taboão), acidente matou um trabalhador.

O Sindicato agiu de pronto, mas enfrenta outro grave problema: a precariedade dos órgãos encarregados de fiscalizar e, se preciso, autuar as empresas. Vale lembrar que, em seu primeiro dia de governo, Bolsonaro fechou o Ministério do Trabalho, reaberto em parte depois pra agasalhar o Centrão.

As mortes em Osasco ocorreram terça da semana anterior, mas só na segunda (26) Ministério do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Cerest e Vigilância Sanitária estiveram na Cinpal e na Multiteiner.

CINPAL – Ministério Trabalho e Ministério Público do Trabalho (com uma Procuradora) iniciaram fiscalização. O Sindicato acompanhou a inspeção, pelos diretores Marcelo e Marcel.

MULTITEINER – Vigilância Sanitária Municipal e Cerest estadual estiveram na empresa, pediram documentos, a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) e outros. O Sindicato não foi chamado pra acompanhar visitas.

Na Cinpal, máquina que causou acidente segue interditada. Na outra empresa, que, segundo a imprensa, aprovou uma planta e construiu outra coisa, o Sindicato não teve acesso a documentos. A empresa diz que entregará a CAT à Vigilância Sanitária e ao Cerest regional.

PROCESSO  – Assim que tiver posse dos documentos, o Sindicato irá à Justiça, buscando indenização por dano físico e moral. Segundo Gilberto Almazan (Ratinho), presidente, “o Sindicato aguarda documentos a fim de sustentar as ações judiciais”.

Porém, o presidente adianta: “Vamos ingressar com ação civil pública, visando reter os bens da Multiteiner, pra fins de indenização futura das vítimas e/ou dependentes”. Foi aberto inquérito policial, mas o delegado pediu mais 30 dias. Advogacia Geral da União também será suscitada, a fim de ação regressiva. Ou seja, pra que a empresa arque com as despesas de caráter previdenciário.

NEGLIGÊNCIA – Por trás dos acidentes pode haver um histórico de negligência patronal, mas também há o abandono pelo Estado dos mecanismos de fiscalização. Outro problema: o desemprego inibe o trabalhador de fazer denúncias, com medo de ser mandado embora.

MAIS  – www.sindmetal.org.br/

Conteúdo Relacionado

Entidades repudiam violência no Paraná

Repúdio à agressão contra sindicalistaSegue, abaixo, Nota do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba. A entidade teve seu diretor Nelsão detido e agredido durante...

Frentistas conquistam aumento

A segunda rodada de negociação salarial entre o Sindicato de frentistas do Espírito Santo e o setor patronal, realizada quarta (4 de fevereiro), foi...

Metalúrgicos apoiam reeleição de Lula

Ontem, o sindicalismo fez panfletagem nas estações de trem e metrô, em SP, a fim de massificar os ganhos salariais com a isenção do...

Líder bancária exalta cultura da paz

Passo concreto para uma cultura de paz e contra o feminicídio. Assim é avaliada a iniciativa do Presidente Lula, ao lançar, nesta quarta (4),...

Centrais divulgam impacto da isenção do IR

Na manhã desta quarta (4), Centrais Sindicais e Sindicatos estiveram na estação Brás do Metrô e da CPTM, em São Paulo, para dialogar com...