Vitória – João Guilherme Vargas Netto

0
121

Para dar nomes aos bois, é preciso dizer que a greve dos metalúrgicos da GM contra as demissões, que durou mais de duas semanas, teve uma vitória maiúscula.

Os três Sindicatos – São José dos Campos (839 demitidos), São Caetano (300) e Mogi das Cruzes/São Paulo (105) – cujos trabalhadores foram demitidos, souberam conduzir de forma unitária, firme e criativa a greve, garantindo em vários Tribunais a justiça contra as demissões maciças e intempestivas da empresa, forçada afinal pela determinação dos trabalhadores, dos Sindicatos e da Justiça a reintegrar os demitidos.

A vitória da greve na GM, que enfrentava também nos Estados Unidos os trabalhadores em greve (e que a derrotaram), ecoa na conjuntura atual do Brasil a histórica greve vitoriosa dos metalúrgicos da Renault, dirigida pelo Sindicato da Grande Curitiba em 2020, também contra demissões.

Os dois fatos, distantes três anos um do outro e vitoriosos em conjunturas política, econômica e social diferentes, demonstram a relevância da ação sindical e seu caráter permanente, desde que garantidas a unidade, o empenho dos trabalhadores e a condução correta da luta pelos Sindicatos.

A vitória na GM reforça as campanhas salariais em curso dos metalúrgicos do Estado de São Paulo e é o resultado de ação efetiva que serve de exemplo a todos os trabalhadores e Sindicatos.

João Guilherme Vargas Netto – Consultor sindical de entidades de Trabalhadores e membro do Diap.

Clique aqui e leia mais opiniões de Vargas Netto.