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sexta-feira, 24/05/2024

Volkswagen suspende layoff em Taubaté, SP

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O programa de incentivo à indústria automotiva anunciado pelo governo federal já surte resultados positivos.

A Volkswagen voltou atrás e decidiu cancelar o layoff de aproximadamente 800 funcionários da fábrica de Taubaté, interior de SP. A suspensão dos contratos de trabalho, por dois meses, teria início dia 1º de agosto.

De acordo com a empresa, a decisão se deu em razão do aumento das vendas. Em vez do layoff, a Volkswagen irá aplicar férias coletivas de 10 dias para dois turnos da unidade.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté (Sindimetau), ao invés da suspensão dos contratos de 800 trabalhadores por até cinco meses, serão aplicados 10 dias de férias coletivas a partir de 31 de julho. “Essa é mais uma ferramenta de flexibilidade que inibe qualquer tipo de demissão”, explica o secretário-geral, Aldrey Candido.

O acordo coletivo dos trabalhadores e trabalhadoras da fábrica de Taubaté prevê estabilidade nos empregos até 2025. Atualmente, a fábrica conta com cerca de 3.100 funcionários e produz o Polo Track.

O setor automotivo sofre o impacto dos altos juros praticados pelo Banco Central. A taxa Selic de 13,75% encarece os financiamentos em um mercado onde a maioria das vendas é feita de forma parcelada. Desse modo, as montadoras têm feito uma série de paralisações nas linhas de montagem para adequar os estoques à demanda do mercado.

Neste ano, a Volks já havia protocolado um pedido de layoff em Taubaté para junho. Com o lançamento do programa de carros populares do governo, a montadora anunciou mais o layoff.

Selic – Contudo, com a manutenção da taxa de juros em 13,75% pelo Banco Central, os planos foram novamente ajustados. A montadora passou a realizar paradas temporárias, entre 26 de junho e 3 de julho, chamadas de shutdown e dayoff.

“Enquanto os juros continuarem altos, todo o setor ainda estará sujeito a paradas temporárias. Os indicadores da economia já permitem uma redução na taxa de juros, mas o presidente do Banco Central parece disposto a sabotar os empregos no Brasil”, afirma o presidente do Siindimetau, Claudio Batista, o Claudião.

MAIS – Acesse o site do Sindimetau

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