Respeito à igualdade exige pressão sindical, diz Telma Cardia

Data:

Compartilhe:

As trabalhadoras brasileiras se lembrarão do dia 3 de julho de 2023 como data histórica. Nesse dia, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei 1.085/2023, que garante igualdade salarial entre homens e mulheres na mesma função.

O encontro reuniu cerca de mil mulheres de todo o País, em Brasília. Na cerimônia o presidente Lula mencionou uma conhecida expressão sobre leis que “pegam” ou não. “Tem governo que faz cumprir a lei e governo que não faz. O nosso vai fazer cumprir a nova lei”, garantiu.

História – O Projeto de Lei 1.085/2023 foi anunciado por Lula em 8 de Março, Dia Internacional da Mulher. O Presidente articulou e o Congresso Nacional rapidamente votou a matéria.

Apesar de proibida pela CLT, a desigualdade salarial persiste na prática, sendo historicamente denunciada pelos movimentos de mulheres. Segundo o IBGE, a diferença de remuneração entre homens e mulheres, que vinha em queda até 2020, voltou a subir e atingiu 22% no final de 2022. A trabalhadora recebe, em média, 78% do que ganha homem na mesma função.

Categoria – Telma Cardia, secretária da Mulher da Fenepospetro e presidente do Sindicato dos Frentistas de Guarulhos, destaca a importância da nova lei, que considera histórica às mulheres. “É um momento ímpar para a classe trabalhadora. Afinal essa luta tem pelo menos 80 anos”, afirma.

Telma fala dos desafios a serem vencidos. “O sindicalismo vai precisar atuar com o Ministério do Trabalho pra que a Lei 1.085 seja de fato respeitada. Tem muita lei que só fica no papel. Portanto, o movimento sindical terá que cumprir seu papel e fiscalizar a aplicação da nova lei”, alerta a dirigente.

Desafios – Segundo Telma, apesar de não enfrentarem tanta desigualdade salarial, as frentistas lutam pela igualdade de oportunidades, a fim de obter melhores postos nas empresas onde trabalham. E diz mais: “O movimento sindical deve implantar essa paridade nas suas direções”.

Mercado – Hoje, o mercado de trabalho brasileiro é ocupado 44% por mulheres e tem 56% de homens. O desemprego é maior entre as trabalhadoras: 64,5%.

MAIS – Clique aqui e acesse estudo do Dieese sobre o tema.

Conteúdo Relacionado

Economista aponta avanços com o Lula 3

O governo Lula, comparado ao de Bolsonaro, é muito melhor para os trabalhadores. Vários os exemplos. Um é a política de aumento real no...

É Lula ou a escravidão, afirma Cabeça

O Podcast Repórter Sindical desta quarta, dia 23,  recebeu Josinaldo José de Barros (Cabeça). Ele preside o Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região,...

Simone debate com comerciários de SP

A candidata ao Senado pelo Estado São Paulo, Simone Tebet (PSB), visitou, dia 22, o Sindicato dos Comerciários de São Paulo. A ex-ministra do...

Ganhos salariais reais sobem em agosto

O boletim “De Olho Nas Negociações”, do Dieese, referente ao mês de agosto, traz boas notícias. Uma delas é que cresceram os aumentos reais...

Repórter Sindical recebe líder metalúrgico

Cabeça (Josinaldo José de Barros) participa nesta quarta do Podcast Repórter Sindical. Ao vivo, às 15 horas, no Canal Youtube da Agência Sindical. O...