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8 de março: Comemorar ou protestar? – Por Artur Bueno de Camargo

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Artur Bueno de Camargo é presidente da CNTA Afins

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Em todos os momentos nos deparamos com notícias que nos dão conta de que mulheres ainda são agredidas e violentadas. Pesquisas apontam que só no ano de 2022, 50.692 mulheres sofreram, diariamente, algum tipo de violência.

A pesquisa aponta que a maior parte das vítimas não pede ajuda; 45% não tomaram nenhuma atitude após serem agredidas e apenas uma parcela, pediu ajuda à família ou amigos. A maior parte, 38% das entrevistadas, afirma acreditar que pode resolver o problema sozinha.

A pesquisa revela ainda que 21,3% das mulheres responderam ter falta de confiança na polícia e 14% das entrevistadas dizem não possuir provas suficientes para comprovar terem sofrido a violência.
Percebemos que, apesar das campanhas de orientação para que as mulheres vítimas de violência possam denunciar os abusos, estamos muito distantes de atingir um patamar que possa fazer justiça através da abertura de processos, pois, não havendo denúncia, também não há abertura de processo e muito menos punição aos agressores.

Precisamos cobrar do poder público políticas que ofereçam segurança às vítimas de violência, para que elas se sintam motivadas a buscar a justiça para denunciar os agressores. As vítimas também precisam ter a certeza de seu acolhimento e da punição do agressor.

As organizações não governamentais precisam se aprofundar cada vez mais, cobrando as autoridades e promovendo campanhas pelo fim da violência contra a mulher e punição, ao rigor da lei, a todos os agressores.

Vamos aproveitar esse 8 de março para iniciar uma ampla campanha pelo fim da desigualdade de gênero, seja no tratamento no trabalho ou na sociedade, em geral; pelo fim da violência contra a mulher e todos os gêneros.

Quanto à interrogação, se devemos comemorar ou protestar neste Dia Internacional da Mulher, penso que devemos comemorar pelas conquistas, mas protestar contra toda desigualdade e violência praticadas contra as mulheres de todo o planeta.

Parabéns a todas as mulheres!

Artur Bueno de Camargo – Presidente da CNTA

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