O presidente Jair Bolsonaro promoveu novos ataques à China durante essa semana e a resposta chegou de forma rápida. Nesta quinta (6), o Instituto Butantan informou que a produção da vacina CoronaVac está suspensa por falta de insumo.

Segundo o diretor do Butantan, Dimas Covas, o novo atraso para a entrega de material se dá em consequência das declarações feitas por Bolsonaro contra o governo da China. Covas aponta falta de alinhamento entre os dois países.

Agora, o Instituto Butantan aguarda uma rápida solução para o problema. “Espero que o ministro das Relações Exteriores atue o mais breve possível para que tenhamos a liberação desses insumos pela China para retomar a produção da vacina aqui em São Paulo”, informou Dimas Covas em coletiva.

Solicitação – Um pedido foi feito à Sinovac (laboratório chinês que fornece ao Brasil) para o envio de 6 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo, que seria capaz de produção aproximadamente 10 milhões de doses. De acordo com o diretor do Butantan, apenas 2 mil litros do material chegarão da China nos próximos dias.

Ataque – O presidente Bolsonaro afirmou nesta semana que o vírus é novo e ninguém sabe se nasceu em laboratório ou a partir do consumo de algum animal inadequado. “Será que não estamos enfrentando uma nova guerra? Qual o país que mais cresceu seu PIB? Não vou dizer para vocês”, questionou.

O governador de SP, João Doria, que estava ao lado de Dimas Covas na coletiva, criticou o posicionamento do governo federal. “Isso causa um profundo mal-estar na chancelaria chinesa. Quero registrar meu protesto com essas manifestações agressivas e desnecessárias contra a China”, argumentou Doria.

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