O Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de SP (Sintaema) promove campanha contra a privatização da Sabesp – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. A iniciativa conta com apoio de outras categorias, conscientes dos prejuízos e riscos à população.

Quinta-feira (27), panfletagem de Carta Aberta nas estações de metrô, na capital paulista, teve participação dos metroviários.  Distribuída nas estações Brás, Luz e Itaquera, o documento alerta a população sobre as consequências para o Estado de São Paulo caso a privatização se concretize.

A empresa paulista é referência em saneamento sendo a maior empresa das Américas e a terceira maior do mundo, como explica José Faggian, presidente do Sintaema, cerca de 70% da população paulista é atendida pelos serviços prestados pela Sabesp.

“É um serviço de qualidade e com tarifa justa. O Rio de Janeiro é um exemplo de privatização que fez aumentar a conta e precarizar os serviços. A tarifa residencial no RJ é 34% mais cara que a de São Paulo”, completa Faggian.

Demissões – Há tempos o Sindicato luta contra a tentativa dos governos de SP de privarizar a empresa. Além dos prejuízo ao estado e à população, também há o risco de demissões em massa.

Em maio, a empresa anunciou a intenção de realizar Proposta de Demissão Incentivada (PDI), que deve atingir mais de dois mil funcionários. Para o presidente do Sindicato, José Faggian, a proposta é parte de uma política de sucateamento da empresa praticada pelo governo para depois entregá-la à iniciativa privada. “A receita é simples: enxuga, desmonta e privatiza”, denunciou.

O dirigente afirma que é um erro a Sabesp falar em PDI após o anúncio bilionário de lucro em 2022 – R$ 3.121,3 bilhões – e depois de computar lucro, no primeiro trimestre deste ano, acima das expectativas projetadas. A empresa projetava ter um lucro líquido de R$ 569,1 milhões e alcançou o lucro líquido de R$ 747,2 milhões.

Ele completa: “O Sintaema continuará nas ruas esclarecendo a população e a intenção do governador Tarcísio de Freitas de privatizar o sistema”, afirmou.

MAIS – Acesse o site do Sintaema  e dos Metroviários de SP.

 

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