Campanha mobiliza 600 mil – Josinaldo José de Barros

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Nesta sexta, dia 15, a partir das 17h30, tem assembleia no Sindicato. Aberta a toda a categoria, sindicalizados ou não.

Na assembleia, a diretoria do Sindicato vai explicar como será feita a campanha salarial e quais as expectativas de negociação com os grupos patronais. Nosso Jurídico vai expor os trâmites da campanha e o Dieese mostrará números da economia e do segmento industrial.

Os eixos principais da campanha metalúrgica: aumento real e ampliação de direitos. A mobilização em todo o Estado será intensa, com apoio da Federação dos Metalúrgicos. No total, somos 54 Sindicatos ligados à Força Sindical.

Esta campanha vai acontecer num ambiente melhor. Nos anos anteriores, a classe trabalhadora enfrentou o governo reacionário de Michel Temer e, depois, os quatros da extrema direita bolsonarista.

Felizmente, essa página da história foi virada. Agora, o governo é progressista, ou seja, tem preocupações sociais e compromissos com a Nação. Lula tem feito um bom governo e em oito meses ampliou a proteção social, aumentou os investimentos públicos, elevou o salário mínimo e aprovou a Lei da Igualdade Salarial entre homens e mulheres na mesma função.

Ao aumentar o mínimo, Lula resgatou a política continuada de valorização, que é, aliás, o Item I da Pauta Unitária da Classe Trabalhadora, aprovada na Conclat 2022.

Falo do salário mínimo pra chegar nos Pisos Metalúrgicos, que variam conforme o setor e tamanho da empresa. O fato real é que nossos Pisos estão defasados. Portanto, é justo que a negociação com os patrões aponte pra uma política permanente de valorização dos Pisos Metalúrgicos.

Há muito tempo, as trabalhadoras cobram licença-maternidade de 180 dias. Nós temos essa licença em dois segmentos da nossa base. Mas é justo que a licença maior se estenda a toda a cadeia metalúrgica. E mais! Todas mães do Brasil deveriam ter seis meses de licença.

Todo empresário se diz a favor da negociação. Mas isso só vai até a página 10. Na hora do vamos ver, tem muita choradeira, falam em crise, em juros altos e outras ladainhas. Acontece que quem ocupou ruas e praças pra baixar a taxa Selic foi o movimento sindical, liderado pelas Centrais. A Selic ainda está muito alta e nossa pressão vai continuar.

Outro problema grave são os acidentes de trabalho. Temer e Bolsonaro desmontaram o Ministério do Trabalho e esvaziaram as fiscalizações. O Ministério começa a ser reconstruído. Mas a segurança e a vida do trabalhador não podem esperar. Portanto, precisamos avançar nessa questão na negociação que vai se iniciar.

Participe – Chamo cada metalúrgica e cada metalúrgico pra nossa primeira assembleia, sexta, dia 15, no Sindicato, a partir das 17h30. Vamos definir nossa pauta de reivindicações. Tragam suas propostas. Participem! A pauta se constrói com a categoria. Unidos, somos fortes!

Josinaldo José de Barros (Cabeça)
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região.
Diretoria Metalúrgicos em Ação

Email – josinaldo@metalurgico.org.br
Site – www.metalurgico.org.br
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