Chegam a 1.045 os casos de Covid-19 nas escolas do Estado de São Paulo. O número, lamentável, confirma a decisão precipitada do governo João Doria (PSDB). Levantamento foi feito pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp).

O secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, informou que os números da Covid-19 nas escolas seriam divulgados pela mídia oficial toda terça, o que já não se confirmou nesta semana.

Para a presidente da Apeoesp, a deputada estadual Professora Bebel (PT), o motivo para a omissão está na explosão de casos. Ela comenta: “Esse é o resultado do desprezo do governador pela vida dos professores, funcionários, estudantes e suas famílias. Na verdade, desprezo pela vida de todos, porque manter atividades presenciais nas escolas é estimular a circulação do vírus e tornar a pandemia ainda mais forte”, disse.

Particulares – O professor Celso Napolitano, presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), que representa os profissionais do ensino privado, acrescenta: “Estão nos obrigando a voltar sem que haja condições para isso. Mesmo escolas com mais recursos não têm as condições básicas para uma volta segura, com salas bem arejadas, testagem massiva e máscaras adequadas”.

Para Celso, a realidade da maioria das instituições de ensino particulares é ainda mais precária. “Alguns professores relatam que as escolas nas quais trabalham escondem casos de contaminação. Isso é assustador”, alerta.

Morte – Nesta semana, dois registros trágicos foram acrescentados no levantamento. Sábado, 20, a professora Maria Tereza Miguel Couto de Lourenço, de 32 anos, morreu em decorrência da Covid-19.

Além dela, na segunda, 22, a professora Rafaela de Ávila Cardoso, grávida de 8 meses, foi internada no Hospital e Maternidade Santa Joana. Rafaela dá aulas em São Caetano do Sul. Ela relata que foi pressionada a voltar, apesar da gravidez.

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