Covid-19 avança nos frigoríficos. Sindicalistas defendem ações

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O aumento de casos de Covid-19 nos frigoríficos preocupa, e muito. No Brasil, na Região Sul, onde se concentra a maior parte dessas empresas, a situação é alarmante. Unidades foram interditadas pelo Ministério Público do Trabalho devido ao alto índice de funcionários contaminados pelo coronavírus.

Pressionado por representantes do setor, o Ministério da Agricultura anunciou Portaria a fim de fixar protocolo único, em todo o território nacional, para o funcionamento dos frigoríficos durante a pandemia. A ideia é barrar a rápida disseminação do vírus e impedir o avanço da doença.

Saúde – As condições de saúde da categoria preocupam as Confederações que representam 1,6 mil trabalhadores da alimentação. Para tanto, a CNTA Afins e a Contac reivindicam participar da elaboração do protocolo.

Segundo Artur Bueno de Camargo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação e Afins, a solicitação foi feita por ofícios enviados dia 1º de junho aos ministérios da Economia, da Agricultura e da Saúde. “No passado, nossa contribuição foi fundamental na elaboração da Norma Regulamentadora 36, que rege o trabalho no setor de proteína animal. Só com nosso conhecimento, e as informações dos trabalhadores, a consolidação das normas se dará de forma séria e a contento”, afirma Artur Bueno.

As entidades têm negociado acordos coletivos de trabalho com diversas empresas, a fim de estabelecer normas para o funcionamento seguro das indústrias. “É crescente o número de infecções nos diversos setores da cadeia da alimentação, sem que haja uma preocupação efetiva da indústria com a contabilização dos casos”, comenta o dirigente.

Distanciamento – Na semana passada, os sindicalistas se reuniram por videoconferência com representantes dos três ministérios e apresentaram as reivindicações. Entre outros itens, eles defendem afastamento dos trabalhadores do grupo de risco e redução do efetivo nas linhas de produção. “É preciso reduzir em 50% a ocupação, sem redução salarial, criando dois turnos de seis horas, ou, então, de quatro horas. Essa é a nossa principal reivindicação”, ele aponta.

Estabilidade de 12 meses para os funcionários contaminados é outra reivindicação, bem como o pagamento de um adicional de insalubridade entre 20% e 40% a todos os empregados, devido ao carácter essencial da atividade.

Comitê – As Confederações também propõem Comitês Tripartites (patronal, trabalhador, governo) nas empresas, pra fiscalizar a aplicação das normas. “A produção brasileira de alimentos está sujeita à ação do coronavírus. Se não formos ágeis e responsáveis agora, poderemos estar criando uma bomba-relógio”, alerta Artur Bueno.

Mais – Acesse o site da CNTA Afins.

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