A Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp) enviou ofício ao Semesp, sindicato patronal que reúne as mantenedoras do ensino superior privado no Estado, reafirmando as reivindicações da categoria de reposição inflacionária nos salários e negociação das demais cláusulas da Convenção Coletiva. A data-base dos educadores é 1º de março.

A Fepesp decidiu encaminhar o ofício após reunião com o patronal no dia 13 de julho. Na oportunidade, foi feita uma proposta de outra Federação participante nas negociações, mas que não atende às premissas deliberadas em assembleias da categoria.

Segundo a entidade dos professores, desde que fora impostas as restrições ao ensino presencial pela Covid-19, a aplicação de ensino a distância cresceu exponencialmente. Com isso, o abuso na utilização de aulas gravadas desrespeita direitos de imagem, conteúdo e liberdade cátedra dos docentes, entre outras questões.

Intransigência – De acordo com a Fepesp, mesmo após 11 rodadas de negociação, os patrões insistem em não discutir a reposição inflacionária nos salários, propondo reajuste que cristalizam a defasagem salarial dos educadores.

Segundo o presidente da Federação, Celso Napolitano, o reajuste proposto foi de 4% agora e 2% em janeiro de 2023, além de Abono de 30% em outubro. “O patronal decidiu que não quer repor a defasagem nos salários”, afirma.

Direitos – Além de se recusar a negociar o reajuste salarial, os patrões fazem jogo duro para analisar novas cláusulas na Convenção Coletiva de Trabalho. Apesar disso, os direitos previstos na CCT de 2021 estão mantidos até 1º de setembro, após acordo firmado entre Fepesp e patronal.

Assembleias – Neste mês, os docentes estão em férias. Próxima rodada de assembleias, conduzidas pelos Sindicatos de Professores, deverão ocorrer no retorno às aulas, em agosto.

MAIS – Site da Fepesp.

 

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