Força de Getúlio Vargas resiste mesmo 66 anos após sua morte

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Sexta, dia 21, a live da Agência Sindical tratou de Getúlio Vargas, seu legado. Participou o trabalhista histórico Lucio Maluf, da direção nacional do PDT. A escolha do tema ocorreu em razão da proximidade da data que marca os 66 anos do suicídio do líder trabalhista, em 24 de agosto de 1954.

A live tratou de quatro vetores getulistas: o nacionalismo, o trabalhismo, o desenvolvimentismo e a organização do Estado. “O que temos de edificado no Brasil, ainda hoje, é o que Getúlio realizou ou devido às suas diretrizes para a economia e o Estado brasileiro”, diz o pedetista. (Assista a live, Clique aqui)

Entre as obras do líder gaúcho estão a legislação trabalhista, o salário mínimo, o direito de voto da mulher, a Justiça do Trabalho, a Petrobras, a Companhia Siderúrgica Nacional, a Vale do Rio Doce, a estruturação do ensino universitário, os códigos das Águas e da Mineração, o Ministério do Trabalho, o Ministério da Saúde, o BNDEs, entre outras, e muitas.

Com a vitória da Revolução de 30, o governo de Getúlio pôde implantar a legislação social e trabalhista, que era temida pela elite café-com-leite. Lucio Maluf observa: “Por paradoxal que pareça, Getúlio Vargas precisou endurecer o regime pra implantar políticas a favor do povo e da soberania nacional”.

Tiro – A direção nacionalista por Getúlio ao Estado e à economia injetou ódio na elite subalterna ao capital estrangeiro e mobilizou forças internacionais, que fizeram imensa onda difamatória. Em meio a essa campanha de ódio e isolado por militares que haviam se passado para o campo inimigo, Getúlio Vargas preferiu se dar um tiro no peito, dia 24 de agosto de 1954. “Saio da vida pra entrar na história”, escreveu na Carta-Testamento.

CULTURA – A vida e obra de Getúlio Dorneles Vargas é até hoje cantada em verso e prosa, como neste samba da Mangueira, de 1956.

Ouça aqui “O Grande Presidente”, com Beth Carvalho.