Instabilidade internacional, guerra entre EUA e Irã, oscilações no preço dos derivados do petróleo (até devido à privatização da BR Distribuidora), eventos climáticos, tudo somado e mais alguma coisa, eleva os preços dos itens da cesta básica. O resultado são dois meses consecutivos de aumento, março e abril.
A pesquisa, tradicionalmente realizada pelo Dieese desde 2024, é feita em conjunto com a Conab – Companhia Nacional de Abastecimento, como contribuição à Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e à Política Nacional de Abastecimento Alimentar.
A pesquisa foi ampliada para todas as 27 Capitais – eram 17 até agosto de 2025.
Variações – O levantamento conjunto mostra que, entre março e abril de 2026, os aumentos maiores ocorreram em Porto Velho (5,60%), Fortaleza (5,46%) e Cuiabá (4,97%).
São Paulo é a Capital onde o conjunto dos alimentos apresenta maior custo (R$ 906,14).
Em 12 meses, entre abril de 2025 e abril de 2026, o custo da cesta ficou maior em 18 Capitais e menor em nove. Cuiabá lidera a alta, 9,99%.
Dieese – Patrícia Lino Costa, economista do Dieese, coordena a pesquisa. Ela aponta múltiplos fatores na elevação dos preços. Patrícia diz: “Tem a guerra, mas não explica tudo. A privatização da distribuição do petróleo faz oscilar os preços conforme o mercado. Tem influência de fatores climáticos. A exportação recorde da carne eleva seu preço interno. Já a produção do leite atravessa um período de entressafra”.
Sindicalismo – As negociações têm estado atentas à questão dos preços da cesta básica. Muitos acordos coletivos obtêm aumentos salariais mais próximos ao INPC, porém ampliam os índices quando se trata de vale-refeição ou vale-alimentação.
MAIS – Site do Dieese.









