Segundo o Dieese, 52,1% dos reajustes salariais de março ficaram abaixo do INPC de 10,8%. Acordos que repõem o índice chegam a 34%. Só 13,9% obtiveram aumento real.

O técnico do Dieese, Luís Ribeiro, considera difícil ver ganhos reais nas próximas negociações. Ele diz: “O resultado de março é só mais um sinal de que a economia vai mal. E temos elementos que tornam o ano instável, como a guerra e as eleições. Dos casos com aumento até agora, a maioria é de menos de 1%”.

Trimestre – Entre janeiro e março, 39,9% dos 1.771 reajustes analisados ficaram abaixo do INPC; 30,9% foram iguais ao índice; e 29,2% dos aumentos suplantaram a inflação.

O setor industrial apresenta melhor resultado. Dos 578 reajustes, 32,4% foram abaixo do INPC, 33,9% iguais e 33,7% acima da inflação. O comércio vem depois, com 34,1%, 53% e 12,8%, respectivamente, de 164 reajustes analisados. Em último, o setor de Serviços. Dos 1.029 reajustes, 43,9% não repuseram a inflação; 26,6% foram iguais e 29,4% tiveram ganho real.

Projeção – Os próximos meses podem ser mais difícieis. “Com a tendência de alta na inflação, fica ainda mais difícil repor o INPC. Maio é o mês com o maior número de datas-bases. Teremos uma noção exata de como serão as negociações até o final do ano”, diz Luís Ribeiro.

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