Segue a queda de braço entre entidades de trabalhadores e a multinacional Lactalis do Brasil. A empresa não dialoga e tenta impor seu padrão salarial. Ela informou que não irá negociar com os Sindicatos o reajuste. Ante essa recusa, os dirigentes se negam a negociar a Participação nos Lucros e/ou Resultados.

Para os sindicalistas, a Lactalis pratica assédio em algumas unidades, a fim de desmobilizar os funcionários. Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Alimentação (CNTA Afins), Artur Bueno de Camargo, “é um jogo bruto que tenta calar e desmobilizar os companheiros”.

A Lactalis, por conta própria, aplica só 80% do INPC nas datas-bases, “sem negociar com os Sindicatos”, afirma o dirigente. “Portanto, diz Artur, não há condições de discutir a Participação enquanto não forem repostos os 20% restantes da inflação”.

Dieese – O presidente da CNTA ressalta que o setor de laticínios está no lucro. Em 2020, a Lactalis aumentou em 167% as exportações. Pesquisa cesta básica do Dieese, em setembro, aponta: “Entre agosto e setembro, o leite integral teve acréscimo em 11 Capitais e o quilo da manteiga, em 12. As maiores altas foram em São Paulo (5,45%) e Belo Horizonte (5,24%)”.

Carta – Dirigentes têm panfleteado em supermercados Carta Aberta que mostra a política da empresa de evitar negociações coletivas. Artur informa que um ofício, pela CNTA, Contac e a UITA (União Internacional da categoria), foi enviada ao presidente do Grupo, na França.

“Esse documento objetiva denunciar a prática da empresa no Brasil. Eles têm essa política de negociar individualmente em todo o mundo. Mas nós buscamos o diálogo coletivo. Esperamos que essa postura seja revista”, conclui Artur.

MAIS – Acesse o site da CNTA Afins.

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