Natureza e catástrofes – Josinaldo José de Barros (Cabeça)

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O Sindicato agradece os apoios à Campanha “SOS Rio Grande do Sul”. Já arrecadamos boa quantidade de produtos na sede e Clube de Campo. Mas o povo gaúcho precisa do máximo de apoio e solidariedade. Portanto, a Campanha continua.

Antigamente, a natureza era totalmente imprevisível. Isso mudou. Hoje, os satélites na órbita da Terra conseguem mostram e prever a formação de furações, a erupção de vulcões, a temperatura dos oceanos, a rota dos ventos, as ondas de frios, e assim por diante.

Portanto, os governos precisam estar informados e preparados, a fim de adotar medidas preventivas, orientar a população e socorrer rapidamente as vítimas.

Este é o terceiro ano seguido em que as enchentes devastam o Rio Grande. Não dava pra prever? O Fantástico de domingo mostrou como nos Estados Unidos, Holanda e China as catástrofes são prevenidas, poupando perdas humanas e materiais.

Mas a responsabilidade não é só do Estado. A pergunta é: o que cada um pode fazer pela natureza e pra reduzir o aquecimento global? Eu digo que todos podem fazer alguma coisa. E o nosso Sindicato é exemplo, pois há 35 anos atua em defesa da natureza.

Veja o nosso Clube de Campo. São sete alqueires, dos quais quatro estão com mata preservada. Durante anos, gastamos uma fábula num sistema próprio pra tratar o esgoto do bairro, que era despejado dentro do terreno do Clube.

Na época, o Sindicato criou uma estação de tratamento e, atualmente, ela pertence a Sabesp. Demos início ao tratamento do esgoto na região, primeiro que a Prefeitura de Guarulhos. Por isso, nosso Clube de Campo é um oásis numa região carente da cidade.

Nos últimos dois anos, instalamos placas de energia solar na sede, na Colônia de Férias e no Clube de Campo. Energia limpa, que não polui o ar.

Ainda em abril deste ano, inauguramos uma trilha no Clube (Trilha Madeira), para caminhadas ou corridas de nossos associados.

Anos atrás, realizamos o encontro “Sindicalismo e Meio Ambiente”, quando propusemos ao movimento sindical e às empresas introduzir esse tema nas Cipas e nas Sipats. Na sequência, publicamos duas revistas sobre o meio ambiente.

Em Guarulhos, mantemos estreita relação com a aldeia indígena Wassú, fixada na região do Cabuçu.

Nosso projeto social, Meu Futuro, instalado dentro do Clube de Campo, tem o meio ambiente como matéria permanente dos alunos.

Na eleição municipal de 2008, apoiamos um candidato só depois dele assinar carta-compromisso com o tratamento de esgotos na cidade – até então sem um mísero metro cúbico tratado.

Nosso pesqueiro, no Clube de Campo, a prainha, o parque aquático, o lago de carpas – tudo isso reforça nossa ligação e nosso respeito à natureza.

Apoio – Vamos todos apoiar o povo gaúcho. Mas vamos também assumir o compromisso de gerar menos lixo, menos resíduos, de plantar árvores, de não poluir o lençol freático e de respeitar a vida humana, com Cipas fortes nas empresas, evitando acidentes e doenças nos locais de trabalho.

Josinaldo José de Barros (Cabeça) – Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região. Diretoria Metalúrgicos em Ação.