Entre os dias 13 e 17 de setembro, o Sindicato dos Padeiros de SP tem processo eleitoral. Apenas uma chapa participa do pleito, formada por 38 integrantes e encabeçada pelo atual presidente Chiquinho Pereira.

Os associados à entidade poderão votar nas urnas fixas na sede e subsedes do Sindicato, nas urnas instaladas nas empresas com grande número de sócios, ou então nas urnas itinerantes nos demais locais de trabalho.

Projeto – A Chapa 1 tem como foco principal o fortalecimento das negociações coletivas, a garantia de direitos mínimos da legislação trabalhista, 100% da categoria sindicalizada até 2025 e a redução da jornada para 40 horas semanais sem redução salarial. Veja mais propostas ao final da matéria.

Além das propostas trabalhistas, os sindicalistas prometem lutar pelas pautas sociais, como a defesa do meio ambiente e também da democracia. Chiquinho explica: “A democracia é nosso bem maior. É o espaço que permite que a classe trabalhadora se organize, se manifeste, reivindique, exija mudanças, melhorias, mais direitos, benefícios e uma vida melhor e mais justa pra todos”.

Segundo o encabeçador da Chapa 1, a democracia deve ser respeitada e valorizada. “Por isto, repudiamos quem propaga, defende e atua pelo retorno da intervenção militar e do autoritarismo. Diga não aos retrocessos. Ditadura, nunca mais!”, ressalta Chiquinho Pereira.

Lutas – Confira abaixo o projeto de trabalho dos concorrentes ao pleito.

Trabalhistas e sociais
Fortalecer as negociações coletivas.
Garantir os direitos mínimos da legislação trabalhista.
100% da categoria sindicalizada até 2025.
Redução da jornada para 40 horas semanais sem redução salarial.
Qualificação profissional.
Lutar por melhorias nas condições de segurança, saúde e higiene nos locais de trabalho.
Fortalecimento das Cipas e das Comissões de Saúde dos Trabalhadores e Trabalhadoras.
Implantação obrigatória de Programas de Gestão em Saúde e Meio Ambiente nas empresas.
Igualdade de salários e condições de trabalho entre homens e mulheres e portadores de necessidades especiais.
Reduzir ou limitar as jornadas extraordinárias.
Delegados Sindicais por empresas.
Maiores valores de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados).
Fim da informalidade e da precarização e combate às empresas e padarias clandestinas.
Garantir o direito de acompanhamento pelo Sindicato nas fiscalizações e inspeções nos locais de trabalho.
Ampliação dos convênios com Universidades, Faculdades, Escolas e Cursos.
Valorização dos Padeiros Aposentados.
Continuar a luta contra os assédios moral e sexual nos locais de trabalho.
Lutar pela implantação definitiva do Anexo VI da NR-12 (Norma Regulamentadora nº 12) sobre Segurança em Máquinas e Equipamentos.
Lutar contra a discriminação por raça, etnia, sexo, cor de pele e/ou opção sexual.

Em defesa do meio ambiente
Lutar pelos 17 objetivos do Desenvolvimento Sustentável e metas da ONU a serem adotados até 2030.

Institucionais
Fim da intervenção do Ministério Público nas Negociações Coletivas de Trabalho.
Revogar o § 2º do art. 114 da emenda constitucional nº 45 que estabelece o comum acordo para ajuizamento de Dissídio Coletivo.
Lutar por uma política adequada sobre as tarifas públicas (transportes, energia elétrica, telefone, água, combustíveis etc.), combatendo os aumentos abusivos.
Lutar pela manutenção da política de valorização do Salário Mínimo.
Lutar pela intensificação do trabalho formal, para aumentar a participação dos salários na renda.
Pela valorização e recuperação dos benefícios para os aposentados e pensionistas.
Por um sistema de Seguridade Social inclusivo, seguindo os preceitos da Constituição Federal de 1988.
Lutar pelo aumento do percentual do orçamento nacional destinado ao SUS (Sistema Único de Saúde).
Lutar pelo ensino público e gratuito em todos os níveis.
Ampliar a participação dos trabalhadores no sistema S.
Lutar para garantir Saneamento Básico e acesso a água potável para todos os brasileiros e brasileiras.
Lutar pela ratificação da Convenção 158 da OIT, que trata da proibição da dispensa imotivada.
Lutar pelo fim do trabalho escravo ou forçado, do turismo sexual e da prostituição infantil.
Ampliar a representatividade política da classe trabalhadora nos governos e parlamentos (Congresso Nacional, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais).

MAIS – Acesse o site do Sindicato dos Padeiros de SP.

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