O pagamento do 13º salário tem o potencial de injetar cerca de R$ 215 bilhões na economia brasileira. O montante representa aproximadamente 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Quem faz essa estimativa é o Dieese.

De acordo com a entidade, serão 80 milhões de brasileiros favorecidos com esse rendimento adicional. O estudo prevê uma média de R$ 2.458,00 por trabalhador que esteja inserido no mercado formal, beneficiários da Previdência Social, aposentados e beneficiários de pensão da União, Estados e Municípios.

Para o economista Rodolfo Viana, responsável pela subseção do Dieese no Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, a expectativa é que esse dinheiro seja gasto no comércio e para o pagamento de possíveis dívidas.

Ele explica: “Pro trabalhador sempre é melhor quitar dívida, mas esse dinheiro deixaria de ir para o comércio de imediato. Porém, pode ser que a pessoa se sinta mais confortável para voltar a consumir, talvez no crediário”.

Pandemia – De acordo com o economista, a pandemia da Covid-19 pode trazer um impacto negativo nas compras de final de ano. Ele conta que a taxa de desemprego alta deve diminuir o consumo. Por isso a quitação de dívidas deve ser a prioridade.

Empregos – Rodolfo alerta que este ano atípico foi o principal fato para que a geração de empregos temporários ficasse abaixo do normal. Para ele, o comércio online contribuiu para este quadro. “O e-commerce até gera vagas, mas não é o suficiente pra recompor o que se perdeu em outras áreas”, conta.

Futuro – O economista avalia que o pagamento do 13º é uma luz no fim do túnel para o trabalhador. Mas que o futuro pode ser comprometedor.

“Janeiro tem tudo pra ser um mês fraco, porém é possível ser encarado”, conclui.

Mais – Clique aqui e leia a íntegra da Nota do Dieese.

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