Segundo cálculo do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), que constataram que a venda da Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor) foi por valor 55% abaixo do que vale a unidade da estatal, petroleiros já informam que irão fazer protestos e acionar a Justiça.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) informa que vai tentar impedir a Petrobras de vender a Lubnor, assim como fez com a Refinaria Landulfo Alves (Rlam), da Bahia, também a preço abaixo do mercado e com enormes prejuízos à população do Estado, que já paga valores maiores pelos combustíveis.

A refinaria do Ceará está avaliada com um valor mínimo de US$ 62 milhões, enquanto o valor negociado foi de US$ 34 milhões. Quem comprar, poderá levar pela metade do preço.

Segundo Francisco Antonio Fernandes Neto, diretor do Sindipetro-CE e da FUP, o processo de venda será analisado. “Traz prejuízos imensos à região nordestina, porque a Lubnor é responsável por toda a produção de asfalto do Nordeste e até do Estado do Pará. A venda fará com que uma empresa privada tenha monopólio do setor”, explica o dirigente.

O sindicalista conta que serão analisadas brechas no negócio, relacionadas ao terreno em que está instalada a refinaria. “Já temos outras ações que questionam o valor abaixo do mercado e impactos econômicos. Agora há uma discussão sobre a quem pertence o terreno onde a Lubnor está instalada. Parte do terreno foi cedida pela União e outra parte pelo município de Fortaleza, por isso a Petrobras não poderia vender uma área que não é sua”, afirma Francisco.

Para Deyvid Bacelar, coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros, essa venda é inaceitável. “Um desmonte de patrimônio público anunciado em meio a mais uma troca no comando da companhia em apenas 40 dias. Uma decisão equivocada, com possíveis efeitos perversos para a economia e o emprego nordestinos”, conclui.

MAIS – Site da FUP.

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