Presidente da Força volta otimista da China

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“Foi uma viagem curta, agenda carregada, mas extremamente positiva”. É o balanço de Miguel Torres, presidente da Força Sindical, que integrou a comitiva do governo Lula, na recente viagem à China. Miguel retornou ao Brasil dia 16 e falou com exclusividade à Agência Sindical.

A visita inicial duraria seis dias, mas teve de ser adiada devido a pneumonia que atingiu Lula. Na prática, foi reduzida a três dias de atividades em solo chinês. Houve encontro entre Lula e o líder máximo da China Xi Jinping, com a presença dos sindicalistas brasileiros.

“Nossa agenda também foi oficial porque integrávamos a comitiva do governo”, explica Miguel. Ainda assim, os dirigentes brasileiros tiveram tempo de se reunir com a Federação Nacional local, que representa mais de 300 milhões de trabalhadores. O presidente da Federação é o vice-presidente da República Popular da China.

“Na pandemia, os companheiros tentaram ajudar o Brasil de todo jeito. Primeiro, enviariam 300 mil dólares. Mas o bolsonarismo reagiu agressivamente. Então, eles enviaram um lote de respiradores de última geração, que ficou retido na alfândega até o ano passado”, afirma o líder forcista.

A entidade chinesa foi convidada para o 1º de Maio das Centrais brasileiras. Mas o tempo é exíguo. Segundo o presidente da Força, “ficou acertada uma viagem dos dirigentes da Federação para o segundo semestre ou começo do próximo ano”. Ele vê amplas possibilidades de cooperação.

A delegação sindical foi integrada, além de Miguel, por Sérgio Nobre, presidente da CUT, Ricardo Patah, presidente da UGT, e Moisés Selérges, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Região.

Investimentos – Miguel Torres está confiante em mais investimentos da China em nosso País. “Os governos assinaram diversos acordos de cooperação tecnológica e de negócios”, reforça.

“Avançamos nos entendimentos pra instalar aqui uma fábrica de ônibus elétricos”, ele conta. A delegação brasileira também visitou os escritórios da Huawei, poderosa empresa do ramo de celulares e tecnologia.

Barracos – Miguel conta que observou na China um povo feliz e altivo. “Lá não se vê barraco ou gente morando na rua. Mendigo pedindo esmola não vi um só”, ele relata.

MAIS – Sites da Força, CUT e UGT.

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