SinproSP pede a secretário da Saúde controle sobre escolas

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Professor Luiz Barbagli, secretário Edson Aparecido e o vice Fábio Zambon

O presidente do Sindicato dos Professores de São Paulo (SinproSP), Luiz Antonio Barbagli, e o vice-presidente, Fábio Zambon, se reuniram no dia 15 de outubro com secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido dos Santos.

O objetivo foi debater a preservação da saúde dos profissionais da educação do ensino privado com a retomada das atividades extracurriculares. A audiência foi marcada a pedido do Sindicato, que também quer um encontro com o prefeito Bruno Covas e o secretário da Educação, Bruno Caetano.

O presidente do Sindicato criticou o fato de a Prefeitura ter permitido que cada escola particular pudesse definir suas próprias regras pra retomada das atividades presenciais. Para o SinproSP, isso facilitou o descumprimento da legislação e expôs alunos, professores e demais funcionários a riscos elevados.

Controle – “Diante da decisão da Prefeitura de retomar as atividades extracurriculares, defendemos normas mais rígidas e a testagem de alunos e professores por conta das instituições”. O presidente do SinproSP pediu, ainda, uma fiscalização mais ágil e eficaz contra escolas que insistem em burlar as determinações legais.

As denúncias mais frequentes recebidas no SinproSP referem-se a aulas regulares presenciais maquiadas como atividades livres; funcionamento de escolas com mais de 20% de alunos, descumprimento de protocolos sanitários e convocação para trabalho presencial de gestantes, professores em grupo de risco ou que vivem com pessoas nessa condição. “O Sindicato tem feito notificações, convocado escolas e pedido fiscalização”, afirma o professor Barbagli.

Compromisso – O secretário da Saúde comprometeu-se a acionar a Vigilância Sanitária e Subprefeituras a fim de dar uma resposta rápida às denúncias do SinproSP. Edson Aparecido afirmou ainda que tentará uma reunião entre o prefeito e o Sindicato.

Segundo o professor Barbagli, desde o início da pandemia, o SinproSP se vê desafiado a encontrar alternativas em defesa da vida e de condições dignas de trabalho nessa conjuntura excepcional e muito complexa.

A iniciativa de cobrar uma audiência com as autoridades municipais é um exemplo desse trabalho e do compromisso do Sindicato com a sua categoria. “É um compromisso que sempre existiu, mas que, nesses tempos difíceis, se mostra cada vez mais necessário”, reforça Luiz Barbagli.

Mais – Acesse o site da SinproSP.

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