Tenorinho será homenageado, sexta – por João Franzin

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Conheci Luiz Tenório de Lima, pessoalmente, ali pela virada dos anos 80/90. Evidentemente, conhecia algo de sua história, como também as de Chamorro, Lazinho, Riani e outros dirigentes.

Quem quiser conhecer melhor, e com mais detalhes, a vida e as lutas desse sindicalista valente e comunista convicto pode ler “Movimento Sindical e Luta de Classes”, lançado por ele em 1998.

Quem me apresentou pessoalmente o Tenório foi Amaury Baía Vilela, grande radialista e ser humano de imensas qualidades. Eu e Baía, tempos depois, atuamos juntos no programa “Bom dia, companheiro”, que Tenório apresentava de manhã na Imprensa FM.

Com Tenório, participei da luta contra o self-service nos postos de combustíveis, e sua rede de relações políticas muito ajudou na construção dessa vitória histórica, evitando milhares de demissões pelo País e fechamento dos postos pequenos, sem-bandeira.

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Quando do primeiro governo Lula e da criação do FNT, liderado pelo Oswaldo Bargas, eu e Tenório ocupamos a mesma trincheira. A principal delas foi o Fórum Sindical dos Trabalhadores, liderado pelas Confederações, Federações e apoiada por centenas de Sindicatos. Vencemos.

Dia 23, sexta-feira, a Câmara Municipal de São Paulo realizará sessão solene em homenagem ao centenário desse valoroso pernambucano, líder sindical no setor da alimentação e ativo dirigente, desde meados dos anos 40, ainda na luta pelo Abono de Natal.

Na greve pelo 13º salário, na greve pelas reformas de base, na organização de categorias profissionais, como a dos vigilantes, no começo dos anos 80, na primeira Conclat, em 1981, lá estava Tenorinho. Sempre com seu bordão costumeiro: “Vamos ao que nos une!”
Gostava muito de suas tiradas espirituosas. Diante de um impasse, ele recomendava: “Não vamos espantar a caça nem deixar a onça com fome”. Sobre a luta política, citava Lênin: “Política ora é arte, ora é ciência”. Também trazia muito forte a ideia do avanço. Brincava, em tom sério: “Vamos pra ofensiva, porque o recuo é a morte da revolução”.

Aprendi muito com Luiz Tenório de Lima, mesmo que às vezes o pau quebrasse nas nossas discussões. Exilado, casou-se na União Soviética; voltou logo após a Anistia, em 1979.

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Certa feita, pedi a sua viúva, dona Lídia, que sintetizasse Tenório. Ela disse: – Era um homem trabalhador.

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Esse homem trabalhador e batalhador será homenageado sexta, por iniciativa de um grupo de amigos e apoio do vereador Toninho Véspoli (PSOL). Será na Câmara Municipal de SP, a partir das 18 horas. Viaduto Jacareí, 100, Centro de SP.

Que a vida de Tenorinho nos oriente, como seus acertos e erros. Mais acertos, contudo.

João Franzin, jornalista da Agência Sindical

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