Todo apoio às mulheres! – Josinaldo José de Barros

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O sindicalismo utiliza linguajar próprio e palavras de ordem específicas da classe trabalhadora. Talvez a que mais utilizamos seja luta. E por quê? Porque a própria vida do trabalhador já é uma luta – luta por emprego, salário, condições de trabalho, comida na mesa, pra garantir direitos e assim por diante.
Porém, entre nós, quem mais luta é a mulher trabalhadora, principalmente a mãe trabalhadora. E por quê? Por várias razões. Porque a mulher tem dupla ou tripla jornada, porque ganha menos que o homem, porque sofre assédio, porque é vítima constante da violência doméstica.
O sindicalismo tem consciência dessa questão e busca ampliar as garantias às trabalhadoras. Nesse sentido, vale ressaltar a Lei 14.611/2023, que nasceu de iniciativa do presidente Lula, atendendo uma antiga reivindicação do sindicalismo. Essa lei torna obrigatória a equiparação salarial entre homem e mulher em igual função e multa a empresa que descumprir a norma legal.
Justiça seja feita a Lula, também, por ter aprovado em setembro de 2006 a chamada “Lei Maria da Penha”. Essa Lei agravou a pena pra homens que pratiquem violência contra as mulheres. Maria da Penha é cearense, se move em cadeira de rodas e guarda no corpo profundas marcas deixadas pelo ex-marido, que a agrediu brutalmente.
Dentre outros marcos legais, vale voltar a 1932, mais precisamente a 14 de fevereiro, quando Getúlio Vargas concedeu o direito de voto à mulher. A reivindicação era forte no mundo inteiro. Nesse caso, fomos um dos pioneiros, pois a brasileira votou antes mesmo da mulher inglesa.
8 de Março – Nesta sexta, se comemora o Dia Internacional da Mulher. A data foi oficialmente instituída pela ONU, a pedido do movimento sindical e das feministas. A data reverencia a memória de trabalhadoras assassinadas pelo patrão, nos Estados Unidos, quando faziam greves por melhores condições de trabalho.
Em nossa base 20% são mulheres. Todo ano, o Sindicato faz homenagens, reúne as companheiras, propicia palestras e diversão. Neste ano, evento será dia 14, na sede. Peço que as companheiras sigam nosso site e as redes sociais, pra saber mais sobre a programação. Nunca é demais lembrar que nossas Convenções Coletivas têm cláusulas específicas às trabalhadoras.
Os temas deste ano: Equiparação Salarial já e Combate ao Feminicídio. Por incrível que pareça, o fato é que a violência contra mulheres tem crescido e uma das suas formas mais repugnantes é o feminicídio, ou seja, assassinato da mulher pelo simples fato dela ser mulher.
Prezadas: deixo aqui o meu abraço fraterno a todas as mulheres, especialmente às metalúrgicas. E reafirmo o compromisso da diretoria do Sindicato com a igualdade e a dignidade de toda mulher.
Viva o Dia Internacional da Mulher!
Josinaldo José de Barros (Cabeça) – Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região. Diretoria Metalúrgicos em Ação