Um dia por poucos lembrado

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Oswaldo Augusto de Barros é presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura (CNTEEC) e coordenador do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST).

A figura do ajudante, do auxiliar, do “faz tudo” é importante quando ele não é lembrado. É sinal que tudo anda bem e que os profissionais da área estão no caminho certo para a realização final de seu trabalho.

Em meio a pandemia da Covid-19, já temos mais de 15 mil profissionais de enfermagem infectados e 133 mortes. Um verdadeiro massacre à categoria, que silenciosamente atua nos cuidados dos pacientes, sendo olhos e braços de ação dos médicos nos hospitais, seja ele de campanha ou um sofisticado hospital de renome.

A morte nos torna mais sensíveis ao problema, quando começamos a entender por que isso acontece com tanta intensidade, já que o mundo todo passa pelo mesmo problema e os nossos índices são extraordinariamente maiores, dentro da proporção populacional.

O Brasil, País de contrastes, apresenta as deficiências de sempre, agora escancaradamente mostradas, pouco mexe com a sensibilidade dos que não vivem o problema.

Há ministro que já declarou que não faz nada mais que sua obrigação.

É sobre esse item que gostaria de me debruçar. Qual a “Obrigação do Estado”? Por que faltam insumos minimamente necessários ao trabalho desses profissionais? Por que o absurdo de reutilização de materiais descartáveis? Por que a ausência de medicamentos e equipamentos necessários?

De máscaras, aventais a medicamentos, morre-se por falta de cuidados mínimos dos organismos que deveriam ter utilizado todo o seu poder e dinheiro para evitar que isso acontecesse.

Pouco ou nada adianta a desculpa de alarmismo. São esses os profissionais que perdem seus colegas que no outro dia estarão presentes para continuar sua missão e fazer o seu melhor. Mesmo sabendo que estão expostos e que a única saída é rezar para não ser o seu dia.

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