Confederações querem ampliar participação

Data:

Compartilhe:

As Confederações se sentem excluídas das discussões relativas ao mundo do trabalho e eventuais mudanças sindicais. Esse debate, hoje, acontece entre governo e Centrais, por meio de GTs ou comitês específicos. Em alguns casos, participam também representantes do empresariado.

A fim de reequilibrar essa relação, terça (30), a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio – CNTC – debateu em sua sede, em Brasília, com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Presentes cerca de 200 representantes de Confederações, Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) e Federações.

Presidente da CNTC e deputado federal (PL-SP), Luiz Carlos Motta, afirma: “Queremos um caminho de diálogo, buscando convergência de ideias”. O dirigente entregou documento ao ministro. Entre outros pontos, o texto pleiteia a ampliação da participação das Confederações nos Grupos de Trabalho e Conselhos Federais, assim como a preservação do Sistema Confederativo, conforme a Constituição.

Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação (CNTA), Artur Bueno de Camargo, lembra que muitas conquistas trabalhistas são fruto do modelo sindical. “Nosso sistema é reconhecido até internacionalmente. Por que não trazer as Confederações para as discussões?”, questiona. O líder da CNTA ressalta que os assuntos ligados diretamente às categorias fazem parte da rotina das Confederações, que se ligam às bases via Federações e Sindicatos.

O dirigente entregou ao ministro do Trabalho cópia do Projeto de Lei 5.552/2019, do deputado Lincoln Portela (PL-MG),  que, entre outros itens, regula o custeio, incluindo as Centrais Sindicais. O projeto defende a unicidade e valoriza o sistema confederativo. A ideia é evitar que, no futuro, esse Projeto e eventual PL do governo venham se chocar no Congresso.

Ministro – Segundo Luiz Marinho, é fundamental haver unidade para avanço dos debates. Ele se dispôs a mediar o diálogo entre as Confederações do FST e as Centrais. Para Marinho, “o sistema sindical precisa ser repensado e todos devem ter espaço a fim de manifestar suas posições”. E mais: “Defendo construir soluções via entendimento”.

MAIS – Acesse o site da CNTC e da CNTA Afins.

Conteúdo Relacionado

Suplicy fala à direção dos Hoteleiros

Na manhã desta sexta (3), o ex-senador e atual deputado estadual Eduardo Suplicy (PT-SP) visitou o Sindicato dos Hoteleiros de São Paulo (Sinthoresp). Ele...

DOIS PROJETOS MOBILIZAM OS FRENTISTAS

O Brasil possui cerca de 550 mil trabalhadores em postos de combustíveis. A categoria busca consagrar dois marcos junto ao Congresso Nacional. Um é...

Sindicalismo cobra tramitação da PEC 221

Muitas explanações, muito debate, excelentes falas, reunião amigável das Centrais com Davi Alcolumbre (União-AP), mas até agora (manhã do dia 2) o presidente do...

Dia do Frentista segue ao Senado

Dia Nacional do Frentista avança na Câmara e mobiliza categoria em BrasíliaA luta dos frentistas por reconhecimento ganhou um importante reforço nesta terça-feira (1º)....

Dia repleto, e decisivo, em Brasília

Sindicalismo, movimento sociais e bancadas progressistas terão uma terça-feira (1/7) repleta em Brasília. Diversas ações estão programadas.A mais esperada é a reunião do sindicalismo...