Trabalhadores dos Correios aprovaram em assembleias sábado (22) a continuidade da greve nacional da categoria, iniciada dia 17. A decisão se deu após o Supremo Tribunal Federal manter a manutenção do Acordo Coletivo de Trabalho dos ecetistas por apenas um ano. A categoria está sem cobertura do ACT desde 31 de julho.

A paralisação é motivada pela retirada de direitos e o desmonte do Acordo Coletivo. A empresa tenta retirar da categoria 70 direitos.

Segundo Elias Cesário, o Diviza, presidente do Sintect-SP e vice-presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores dos Correios (Findect), a categoria não tem outra escolha. “Temos que lutar com toda a união e força possível para manter nossos direitos e benefícios e evitar o roubo da metade da renda e do sustento familiar”, alerta.

Secretário de comunicação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect), Emerson Marinho, afirmou que a greve será ampliada. “Não temos outra alternativa a não ser ampliar a mobilização para que possamos restabelecer os direitos que firmamos há mais de 30 anos em negociação”, disse.

Adesão – O movimento segue forte e tem a adesão de 70% do efetivo da empresa. Cerca de 70 mil funcionários. Diviza alerta: “É preciso uma greve total pra arrancar negociação. Ninguém pode ficar de fora. Quem não parar estará concordando com os ataques da direção da empresa”.

Agenda – Nesta semana, além dos piquetes a fim de conversar com os trabalhadores sobre a importância de aderir ao movimento, os Sindicatos realizam carreatas e ações solidárias para informar a população sobre os motivos que levaram a categoria à greve.

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