Covid-19 leva 74 motoristas a óbito em SP, revela Sindicato

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Usuários enfrentam a superlotação dos coletivos diariamente. Profissionais do setor são os mais prejudicionais

São preocupantes os números divulgados segunda (31) pelo Sindicato dos Condutores de São Paulo sobre a contaminação da Covid-19 entre motoristas e cobradores.

Levantamento da entidade revela 302 casos confirmados, 819 suspeitas e 74 óbitos. Entre as vítimas, está o diretor Manoel Teixeira Neto (Português). O sindicalista faleceu no dia 19 de agosto.

Segurança – Desde o início da pandemia, o Sindicato tem discutido e cobrado da Administração Municipal e empresários do setor a aplicação das medidas de segurança. Mas mesmo seguindo todos os protocolos, com o uso diário de máscara e álcool em gel, os condutores continuam sofrendo maior risco de contágio.

“Com a retomada de várias atividades econômicas, o transporte público foi afetado com as superlotações. Mesmo que motoristas, cobradores e passageiros se esforcem, manter o distanciamento social dentro dos ônibus ficou praticamente impossível”, afirma o Sindicato em nota.

Valdemir de Jesus Santos (Mi), diretor de Saúde do Sindimotoristas, alerta: “A flexibilização da pandemia não significa baixar a guarda com relação às medidas protetivas. Temos responsabilidade com a nossa vida e de terceiros. Portanto, continue se protegendo. Use máscaras, álcool em gel e lave as mãos sempre que possível”.

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